NOTÍCIAS INTERNACIONAIS – Na França, em maio, o novato Emmanuel Macron, do movimento En Marche!, renovou a política francesa e, aos 39 anos, venceu a eleição presidencial, derrotando forças tradicionais e, principalmente, a extrema-direita liderada por Marine Le Pen. Na Alemanha, a chanceler conservadora Angela Merkel conquistou seu quarto mandado, em um pleito marcado pela entrada no Parlamento do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), com quase 90 representantes…

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NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

FATOS DE 2017

O cenário internacional em 2017 foi marcado por vários conflitos regionais com repercussões globais, como a  crise dos refugiados, o primeiro ano de governo de Donald Trump marcado por decisões polêmicas, a redução dos territórios ocupados pelo Estado Islâmico e a crise nuclear provocada por testes atômicos da Coreia do Norte.

Primeiro ano de Donald Trump

Nos Estados Unidos, o grande fato de 2017 foi a posse do presidente Donald Trump, em janeiro. Com um polêmico estilo de administrar focado no mote “América Primeiro”, ele provocou reações no mundo inteiro por conta de uma política externa claramente protecionista. Logo no início do seu governo, Trump anunciou que o país iria abandonar a Parceria Transpacífico.

Também nos primeiros dias de governo, ele assinou um decreto barrando a entrada de refugiados e cidadãos de sete países muçulmanos, medida que gerou grandes reações internas e externas e uma batalha com a Justiça, fazendo com que a resolução passasse por diversos ajustes até que no final do ano recebeu aprovação para impedir a entrada de cidadãos de várias nações. Outro tema polêmico de Trump foi o prometido muro na fronteira com o México, que ele não conseguiu implementar este ano, mas não está descartado.

Trump sofreu outras derrotas. Ele tentou substituir o sistema de saúde do governo anterior, o Obamacare, mas não conseguiu apoio do seu próprio partido.

Durante o ano, Trump tentou desviar a atenção do envolvimento de membros de sua equipe com oficiais russos durante a campanha eleitoral de 2016, acusados de prejudicarem a então candidata Hillary Clinton. O assessor de segurança nacional, Michael Flynn, foi obrigado a se demitir, acusado de ter mantido conversas inapropriadas com o embaixador russo em Washington, Sergei Kislyak. Também demitido, o diretor do FBI, James Comey, depôs no Senado dizendo que o presidente o havia pressionado para que ele abandonasse as investigações.

Na área de meio ambiente, Trump promoveu cortes na Agência de Proteção Ambiental, reduziu áreas protegidas, aprovou a construção de oleodutos em terras indígenas e adotou medidas para revitalizar a indústria do carvão. No plano externo, o país abandonou em junho o Acordo de Paris de combate às mudanças climáticas, gerando fortes críticas internas e externas e isolando ainda mais os Estados Unidos  no cenário internacional.

No final de 2017, uma primeira grande vitória no Congresso: a aprovação da reforma tributária, que promove cortes nos impostos para empresas e promete diminuir a carga tributária para a classe média. A medida também deve ter um impacto negativo, pois, sem contrapartida em corte de gastos, a perspectiva é que o déficit anual dos Estados Unidos aumente ao longo da próxima década.

Os norte-americanos endureceram a política com Cuba, que havia sido flexibilizada pelo ex-presidente Barack Obama; e adotaram uma postura crítica com várias sanções contra a Venezuela, país imerso em grande crise política e social.

No começo de dezembro, Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, provocando grandes protestos em todo o mundo árabe e uma condenação unânime pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na política externa, Trump assustou o mundo por conta da batalha retórica travada com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, depois de uma série de testes nucleares do regime de Pyongyang. Em discurso nas Nações Unidas, o republicano prometeu “destruir totalmente” o país asiático, que denominou “patrocinador do terrorismo”. Já a Coreia do Norte reagiu afirmando que os discursos do norte-americano eram uma declaração de guerra e que os Estados Unidos pagariam pelas ameaças. Os norte-coreanos sofreram sanções das Nações Unidas por causa do programa nuclear e de mísseis balísticos.

Eleições na Europa

Na Europa, o ano de 2017 foi marcado por eleições em países importantes, onde a extrema-direita, apesar de não ter vencido, vinha crescendo e se tornou uma força importante em várias nações, a exemplo da Holanda, França, Áustria e Alemanha. Os resultados trouxeram alívio para o bloco europeu, depois da emergência do nacionalismo com a saída do Reino Unido do bloco, o Brexit, em junho de 2016.

A eleição na Holanda, em março, serviu como um primeiro teste e também um freio na extrema-direita na Europa, com a vitória do primeiro-ministro liberal Mark Rutte, que bateu o ultradireitista Geert Wilders, com um discurso antieuropeu e que chegou a liderar as pesquisas.

Na França, em maio, o novato Emmanuel Macron, do movimento En Marche!, renovou a política francesa e, aos 39 anos, venceu a eleição presidencial, derrotando forças tradicionais e, principalmente, a extrema-direita liderada por Marine Le Pen. Na Alemanha, a chanceler conservadora Angela Merkel conquistou seu quarto mandado, em um pleito marcado pela entrada no Parlamento do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), com quase 90 representantes.

Catalunha

Na Espanha, o conflito independentista na Catalunha esteve no centro do noticiário, quando a região autônoma promoveu um referendo em outubro, no qual a maioria votou a favor da independência, em um pleito conturbado, que resultou em mais de 500 feridos.

O referendo foi considerado ilegal pelo governo da Espanha, que suspendeu a autonomia da Catalunha, destituiu o presidente catalão Carles Puigdemont e marcou novas eleições, que ocorreram no último dia 21 de dezembro, com os separatistas ganhando maioria no Parlamento e o direito de indicar o novo presidente.

A polêmica, entretanto, continua, uma vez que há divisão entre os próprios catalães, e o governo espanhol já avisou que não vai permitir a independência da região.

Brexit

As negociações do Reino Unido com a União Europeia (UE) para definir os termos do processo de saída dos britânicos do bloco continuaram. Após meses de debates, em dezembro, os líderes da UE autorizaram o início da segunda fase do Brexit, que visa a definir o período de transição e os futuros laços comerciais entre o bloco europeu e o Reino Unido. As decisões têm de ser aprovadas por todos os Estados-membros da UE e pelo Parlamento Europeu.

O acordo que estabelece as relações da saída do Reino Unido da UE abrange aspectos como os direitos dos cidadãos da UE que residem no Reino Unido; os direitos dos cidadãos britânicos que vivem nos 27 países da UE; os compromissos financeiros assumidos pelo Reino Unido enquanto Estado-membro; a sede das agências europeias que se encontram atualmente no país, questões transfronteiriças (especialmente entre o Reino Unido e a República da Irlanda) e compromissos internacionais realizados pelo Reino Unido.

Atentados

Em 2017, o Estado Islâmico perdeu quase todo o território que controlava. Foi derrotado nas suas duas capitais: Mossul, no Iraque; e Raqqa, na Síria. As perdas reduziram as chances de manutenção e expansão de um califado. No entanto, o número de atentados em outras partes do mundo aumentou, cometidos por simpatizantes, lobos solitários ou pequenos grupos. Foram registrados ataques na Grã-Bretanha, Barcelona (Espanha). Em uma mesquita no norte do Egito, mais de 300 pesoas foram mortas. Na Somália, os ataques foram feitos pelo Al Shabab deixando centenas de mortos.

Em Las Vegas, nos Estados Unidos, um atirador americano matou 59 pessoas e deixou pelo menos 527 feridos. Outro atentado ocorreu em Nova York, em 31 de outubro, quando um extremista ligado ao Estado Islâmico e residente no país invadiu uma ciclovia com uma van, deixando oito mortos e 11 feridos.

Rohingyas

Vários conflitos regionais levaram à migração de refugiados, motivada por conflagrações na Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão, Iêmen, Nigéria, Mianmar, Bangladesh e outros países. Há refugiados também por conta de questões sócio-econômicas e climáticas, principalmente da África subsaariana.

Os rohingyas foram um dos mais atingidos. Muçulmanos, cerca de 600 mil deles tiveram de fugir de Mianmar, país de maioria budista, para Bangladesh. As Nações Unidas e organizações, como Médicos sem Fronteiras, denunciaram que os militares de Mianmar executaram uma política de genocídio e limpeza étnica contra os rohingyas, que são considerados imigrantes ilegais e não têm cidadania em Mianmar, embora vivam na região há séculos.

Assédio sexual

O mundo foi tomado por uma surpreendente onda de denúncias de assédio sexual, que atingiu principalmente um dos mais famosos produtores de Hollywood, Harvey Weinstein, acusado de assediar sexualmente pelo menos 13 atrizes. Os fatos teriam acontecido ao longo de um período de cerca de 30 anos.

Incêndios florestais

Portugal foi um dos países mais atingidos por incêndios florestais. Foram mais de 100 mortos e centenas de feridos e desabrigados em dois grandes incêndios: em Pedrógão Grande e Góis. Em relação aos últimos dez anos, 2017 teve mais de 440 mil hectares queimados. Relatórios técnicos apontam que as autoridades não agiram de forma adequada e a falta de ação preventiva contribuiu para as tragédias. O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou que vai reformular o modelo de proteção civil do país.

A Sérvia, a Bulgária, a Grécia e a Turquia também tiveram inúmeros focos, assim como a Macedônia e a Albânia, em menor intensidade.

Em dezembro, o sul da Califórnia também sofreu com as queimadas.

DE PROPÓSITO?

A duquesa de Kent, chega para o almoço da Rainha com seu broche considerado símbolo do racismo colonizador.

Não é apenas entre nós que a consciência racial está na ordem do dia.

Na Grã Bretanha, o casamento do príncipe Harry com a atriz Meghan Markle, cuja mãe é negra, colocou o tema racismo em pauta permanente, e qualquer descuido pode ser fatal. Como o descuido da duquesa de Kent, que no almoço de Natal da Rainha no Buckingham Palace usou um broche de ouro, safiras e esmalte, representando um busto de blackamoor, representação de escravo africano, geralmente em joias ou esculturas, que no século 20 era item chiquérrimo, mas hoje é tão politicamente incorreto quando um casaco de vison.

Eram 50 membros da Família Real presentes, e a desfeita da duquesa com Meghan foi agravada pelo fato de seu marido, duque de Kent, ser o mais próximo primo de Elizabeth II.

Realmente, para uma afrodescendente debutante na família encarar um escravo negro espetado no tailleur da prima duquesa da sogra, na primeira vez em que confraterniza com todo o clã, não é a melhor das primeiras impressões.

Fato é que a rede social caiu de críticas em cima da duquesa de Kent, chamando-a de “racista” pra baixo.
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DESPREZÍVEL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou na sexta-feira (29/12) o aquecimento global, enquanto o norte do país sofre por uma onda de frio extremo com temperaturas de até -40 graus Celsius. “No leste, esta poderá ser a véspera de Ano Novo mais FRIA de todos os tempos. Talvez possamos usar um pouco daquele bom e velho aquecimento global que atinge nosso país, e nenhum outro, estava se preparando para pagar TRILHÕES DE DÓLARES para combater. Agasalhem-se! “, escreveu o republicano em sua conta no Twitter.

A mensagem de Trump causou extrema indignação entre internautas e cientistas sobre a falta de compreensão do magnata sobre as mudanças climáticas.

Há alguns dias, os Estados Unidos e o Canadá enfrentam uma onda de frio sem precedentes. Em algumas cidades norte-americanas, os termômetros chegaram a marcar -40ºC. Além disso, muitas localidades registraram recorde de queda de neve, o que levou municípios a declarar estado de emergência. Neste ano, Trump se mostrou bem cético em relação às mudanças climáticas, sentimento que o fez retirar os Estados Unidos do Acordo sobre o clima de Paris.
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NINGUÉM SABIA

O vocalista do U2, Bono Vox, afirmou em entrevista a revista “Rolling Stone” que esteve “à beira da morte” e que a música está muito “feminina” atualmente.

O cantor de 57 anos comentou sobre um incidente que teria colocado sua vida em risco, ocorrido durante as gravações do álbum da banda “Songs of Experience”, lançado em 1º de dezembro.

Mas sem dar muitos detalhes sobre o que o aproximou da morte, pois não queria chamar atenção da mídia para a “novela” da sua vida. “Entenda. Pode ter sido psicológico ou físico. Mas, para mim foi físico e preferi me poupar de toda a ‘novela'”, disse.

O músico já passou por diversos problemas de saúde. Em 2000, o teve um câncer na garganta, em 2010 problemas de hérnia de disco e em 2014 sofreu um grave acidente de bicicleta. Ele ainda apontou que, ao longo dos anos, teve “alguns sinais premonitórios”, que inclusive o inspiraram nas canções do novo álbum “Songs of Experience” – sequência de “Songs of Innocence”.

Além disso, quando o entrevistador lhe perguntou sobre o futuro do rock, o astro “reclamou” e usou termos pejorativos. “Acho que a música virou muito feminina. E há um lado bom nisso, mas o hip-hop é o único lugar para a raiva adolescente dos garotos neste momento – e isso não é bom. Quando eu tinha 16 anos de idade, eu tinha muita raiva em mim”, comentou. O cantor utilizou a palavra “girly” para se referir ao feminino, termo que pode ser considerado infantil.
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AS MAIORES

Levantamento “Top Thirty Global Media Owners” apresenta as 30 maiores companhias de mídia do mundo por receita. A supremacia de Google e Facebook na canalização dos gastos com publicidade ganhou números atualizados nesta semana.

Um estudo publicado pela Zenith Optimedia mostrou que as duas empresas atraíram juntas 20% dos investimentos dos anunciantes no mundo em 2016.

O crescimento é espantoso e praticamente dobrou em cinco anos, já que em 2012 o índice de ambos era de 10,6%.

O levantamento “Top Thirty Global Media Owners” apresenta as 30 maiores companhias de mídia do mundo por receita.

O primeiro lugar ficou com o Google (por meio da holding Alphabet), que atraiu US$ 79,4 bilhões em verba publicitária em 2016. A segunda colocação é do Facebook, que recebeu investimentos de US$ 26,9 bilhões, seguido de Comcast (empresa americana de TV a cabo, internet e telefone), com US$ 12,9 bilhões.

O relatório também apresentou as empresas que mais cresceram no quesito verba de mídia no período. O primeiro lugar ficou com o Twitter (734%), seguido de Tencent (697%) e Facebook (528%).