NOTÍCIAS NACIONAIS – A ÚNICA Morreu neste domingo (3/12), Carmen Mayrink Veiga, aos 88 anos. Ela estava em casa, no Rio de Janeiro. De família tradicional do interior de São Paulo, a socialite se tornou um símbolo da elegância no Brasil, ao lado do marido, Tony Mayrink Veiga, que morreu em 2016…

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NOTÍCIAS NACIONAIS

FATOS DE 2017

A prestigiada revista de moda francesa Vogue Paris teve pela primeira vez em sua capa uma modelo transexual, honra que coube na edição de março à brasileira Valentina Sampaio.

“Nada diferente de Gisele, Daria, Edie ou Anna, salvo um pequeno detalhe: Valentina, a ‘femme fatale’, nasceu menino. Um detalhe que não gostaríamos de ressaltar porque é um acidente na vida dessas mulheres que imaginamos que elas gostariam de esquecer”, escreve a redatora-chefe da revista, Emmanuelle Alt, no editorial.

Se Valentina, de 21 anos, chegou à capa da revista é porque, “além da evidência” de suas medidas e de sua personalidade, “encarna sem querer um combate, secular e doloroso, para deixar de ser percebida como uma criatura à parte”, acrescenta Alt.

“No dia em que uma transexual posar na capa de uma revista e não ser necessário escrever um editorial a respeito saberemos que a batalha está vencida”, ressalta Alt sobre a histórica edição, que começou a ser vendida no dia 23 de fevereiro.

A redatora chefe lembrou ainda em seu texto que em um mundo “pós-gênero”, os transexuais, “símbolos” “da rejeição das aparências”, se transformam em ícones que a Vogue decidiu “apoiar e celebrar”.

A Vogue Paris , que tem uma tiragem mensal de 200.000 exemplares, é considerada uma das publicações de referência no mundo da moda.

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A ÚNICA

Morreu neste domingo (3/12), Carmen Mayrink Veiga, aos 88 anos. Ela estava em casa, no Rio de Janeiro. De família tradicional do interior de São Paulo, a socialite se tornou um símbolo da elegância no Brasil, ao lado do marido, Tony Mayrink Veiga, que morreu em 2016.

A filha Antônia Frering lamentou a notícia por meio de um post nas redes sociais. De acordo com o jornal O Globo, Carmen sofria de paraparesia espástica tropical, condição que limitava seus movimentos. Ela utilizava cadeira de rodas desde 2013, quando também se tornou ativista pela causa dos cadeirantes – e chegou a inaugurar um elevador específico no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Referência em etiqueta e estilo pessoal, Carmen Mayrink Veiga esteve presente nas revistas americanas “Vogue” e “Vanity Fair”, teve retratos seus feitos por artistas como Cândido Portinari e Di Cavalcanti e, em 1997, lançou o livro ABC de Carmen.

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E AGORA JOSÉ?

O Ministério das Relações Exteriores está em negociação com o governo da Venezuela na tentativa de obter a liberação de um brasileiro preso no país vizinho essa semana. De acordo com o governo brasileiro, o Consulado do Brasil em Caracas mantém contato com as autoridades locais e com a família do jovem detido.

Segundo agências internacionais, a prisão do brasileiro Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, ocorrida essa semana, foi anunciada pelo deputado Diosdado Cabello, um dos principais nomes do governo Nicolás Maduro. De acordo com o ministério das Relações Exteriores, informações pessoais sobre o caso não serão divulgadas em respeito à privacidade do brasileiro.

Jonatan Diniz seria membro de uma ONG filantrópica que atua na Venezuela, mas de acordo com o deputado chavista, a entidade atua, na prática, como uma organização criminosa com “tentáculos internacionais”.

Os governos brasileiro e venezuelano estão em crise diplomática desde a semana passada, quando o embaixador do Brasil em Caracas foi declarado persona non grata pela Assembleia Nacional Constituinte.

O catarinense de 31 anos mora atualmente em Los Angeles e foi preso com outros três venezuelanos há cerca de três dias, no estado de Vargas. Nas redes sociais, a última postagem do brasileiro ocorreu no dia 25 de dezembro. Em diversas imagens, é possível ver ele atuando com pessoas de baixa renda e Diniz fez vários apelos para pedir dinheiro para ajudar as crianças pobres do país vizinho.

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COMO SEMPRE

Atletas da Etiópia e do Quênia tomaram conta do pódio da São Silvestre 2017. O etíope naturalizado barenita Dawit Fikadu Admasu venceu a corrida com o tempo de 44 minutos e 15 segundos, acompanhado do também etíope Belay Tilahun Bezabh que conquistou o segundo lugar com 44 minutos e 33 segundos. O terceiro lugar foi para o queniano Edwin Kipsang Rotich que fez o percurso em 44 minutos e 43 segundos. A quarta colocação foi para o atleta do Bahrain (Oriente Médio), Birhanu Yemataw Balew, que concluiu a prova com 45:06. O melhor brasileiro na São Silvestre deste ano foi Ederson Vilela Pereira, de Caçapava (SP) que chegou no décimo primeiro lugar.

Entre as mulheres, a queniana Flomena Cheyech Daniel, de 33 anos, venceu o percurso com o tempo de 50 minutos e 18 segundos. Ela foi a vencedora da Maratona de Paris de 2014 e ficou em terceiro este ano. Em segundo lugar, chegou a etíope Sintayehu Lewetegn HaileMichael com o tempo de 50 minutos e 55 segundos. A terceira colocação ficou para a também etíope Birhane Dibara Adugana, que fez o tempo de 50 e 57 segundos.

O quarto e quinto lugar também foi para as africanas: a etíope Wude Ayalew Yemir conquistou a quarta posição com 51:35 e a queniana Paskalia Chepkorir a quinta colocação com 51:55. A melhor colocação do Brasil foi da paranaense Joziane da Silva Cardoso que conquistou a décima segunda posição. Enquanto ocorre a premiação, quase 30 mil corredores continuam o percurso para tentar concluir a prova de 15 quilômetros.

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PRIVATIZAÇÃO

O presidente Michel Temer assinou na última quinta-feira (28/12) uma medida provisória (MP) que retira a proibição de privatizar a Eletrobras e suas subsidiárias de uma lei que trata do setor elétrico.

A MP, que será publicada na sexta no Diário Oficial da União, retira da Lei 10848/2004, que trata da comercialização de energia, o artigo que excluía a Eletrobras e suas controladas – (Furnas, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) – do Programa Nacional de Desestatização.

Sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei tirou a Eletrobras do programa de privatização criado por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

Esta é a terceira medida provisória editada por Temer para abrir caminho para a venda da Eletrobras. Em junho de 2016, o presidente editou a MP 735, aprovada pelo Congresso e convertida na Lei 13360/16, que facilita a transferência do controle de ativos e as privatizações de distribuidoras da Eletrobras.

Em agosto deste ano, o governo anunciou a intenção de privatizar a estatal, responsável por um terço da geração de energia no país. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões.

Em documento encaminhado à Eletrobras e ao presidente Michel Temer no fim de novembro, o ministério afirma que uma das possíveis modelagens para o negócio é realizar a venda por meio de operação de aumento de capital, com a possibilidade de ser somada a uma oferta secundária de ações da empresa pertencentes à União, que ficaria com menos de 50% da empresa.

O envio do projeto ao Congresso chegou a ser anunciado para o dia 22 de dezembro, quando começou oficialmente o recesso parlamentar, mas ficou para o próximo ano. A privatização da Eletrobras tem gerado polêmica e o governo enfrenta resistência inclusive entre aliados no Congresso Nacional, onde duas frentes já foram criadas contra a venda da empresa e suas subsidiárias.

A MP assinada na quinta-feira também trata da contratação de energia para os sistemas que não estão interligados ao Sistema Interligado Nacional.

Localizados em regiões de difícil acesso, como é o caso de algumas localidades da Região Norte, os sistemas isolados são abastecidos prioritariamente por usinas térmicas. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), atualmente, existem cerca de 250 localidades isoladas no Brasil.

Uma das alterações da MP diz respeito ao contrato de antecipação de venda de energia em termelétricas da Região Norte, em especial a termelétrica Mauá 3, da distribuidora Amazonas Energia, para as distribuidoras, cujo contrato termina em 2043; e de contratos de outros geradores termelétricos que terminam em 2020 e 2024, com a concessão do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a proposta busca corrigir uma falha de planejamento da utilização do gasoduto, que ficou parcialmente ocioso nos primeiros anos e voltará a ficar subutilizado a partir de 2020, deixando a termelétrica Mauá 3 sem gás.

Outra mudança prevista na MP é uma revisão do prazo máximo de prorrogação dos contratos existentes nos sistemas isolados, estipulado em 36 meses.

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FUSÃO

A Boeing e a Embraer confirmaram neste  mes de dezembro que as empresas encontram-se em tratativas em relação a uma potencial combinação de seus negócios, cujas bases ainda estão em discussão.

Não há garantias de que estas discussões resultarão em uma transação. Embraer e Boeing não pretendem fazer comentários adicionais a respeito das discussões.

Qualquer transação estará sujeita à aprovação do Governo Brasileiro e agências reguladoras do Brasil, bem como dos respectivos conselhos e dos acionistas da Embraer.

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SEM AR

Cachorro foi transportado irregularmente em compartimento de ônibus no litoral de SP
Foto – Divulgação/Polícia Militar Ambiental

O motorista de um ônibus de viagem e um passageiro são investigado pela Polícia Civil em Itanhaém, no litoral de São Paulo, por maus-tratos depois que um cachorro foi encontrado morto dentro do compartimento de carga do veículo. Soldados da Polícia Ambiental autuaram os dois em flagrante em R$ 12 mil.

Segundo informações da Polícia Militar Ambiental, o passageiro autuado, que também era o tutor do cão da raça Pitbull, é morador de Goiânia (GO). Ele seguiu para o litoral paulista no fim de semana para passar o Natal na casa de conhecidos. O animal o acompanhou e era transportado em uma caixa própria.

A polícia informou que a primeira parte da viagem, até a rodoviária de Santos, ocorreu normalmente, quando o cão foi acondicionado no compartimento de carga com ventilação própria. O passageiro trocou de veículo, que, ainda segundo informações oficiais, não poderia transportar animais na área de bagagens.

O novo ônibus seguiu para Itanhaém, distante aproximadamente 1h da cidade. Conforme ainda informações da Polícia Ambiental, a empresa não autoriza o transporte de animais, mesmo assim o tutor insistiu e o motorista permitiu que ele fosse colocado na área inferior do veículo, que não possuía qualquer ventilação.

Ao chegar no destino, o cachorro foi encontrado já sem vida dentro da caixa de transporte. Na ocasião, a temperatura registrada no litoral variou de 22ºC a 33ºC e o calor no compartimento e a falta de oxigenação podem ter sido a causa da morte, conforme apuração preliminar dos soldados da Polícia Militar Ambiental.

A Polícia Científica foi acionada e o caso foi encaminhado ao 1º Distrito Policial da cidade, onde foi elaborado um boletim de ocorrência para averiguação de maus tratos envolvendo os participantes da ocorrência. O corpo do animal foi levado para necropsia para que fosse determinada a real causa da morte.

Na esfera administrativa, a Polícia Ambiental autuou o motorista e o tutor do animal em R$ 6 mil cada pelo caso caracterizar maus-tratos. Ambos foram liberados após prestar esclarecimentos e podem recorrer da sanção. A caixa de transporte e outros bens foram apreendidos para averiguação.

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PROIBIDO

Foto – ilustrativa

A utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica fica restrita a estabelecimentos de ensino superior e de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica.

Esse foi o entendimento da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região ao confirmar sentença que proibiu aula de anatomia com dissecação de animal na Fazenda Quinta da Instância, em Viamão (RS), considerada a maior fazenda de turismo rural pedagógico do Brasil.

A fazenda foi denunciada pelo Movimento Gaúcho de Defesa Animal e pela ONG União Pela Vida (UPV), em setembro de 2006, por usar animais em estudos de anatomia como recreação para alunos de 6ª a 8ª séries que visitavam a fazenda. As autoras alegaram que a ré criava porcos, coelhos e peixes para serem mortos e dissecados em aulas de anatomia comparada oferecidas no programa de atrações.

Em março de 2015, a 9ª Vara Federal de Porto Alegre, julgou a sentença procedente em parte, proibindo as aulas, mas negando a indenização por danos coletivos pedida pelos autores sob o argumento de que teriam exposto crianças e adolescentes a atos de crueldade contra animais. A fazenda já não oferecia as aulas desde o início do processo, quando uma tutela antecipada proibiu a atividade.

Diante da sentença, as entidades protetoras dos animais recorreram ao TRF-4 requerendo a total procedência e que a fazenda fosse proibida de expor os animais ao público, como se fosse um zoológico.

Entretanto, o tribunal manteve integralmente a decisão de primeiro grau. Segundo a relatora, desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, todas as atividades desenvolvidas no local estão de acordo com a legislação de regência e são fiscalizadas pelos órgãos competentes, como o Ibama, com exceção das aulas de dissecação.

Isso porque, explicou a relatora, conforme a Lei 11.794/08, a criação e a utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica em atividades educacionais fica restrita a estabelecimentos de ensino superior e estabelecimentos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica, o que não é o caso da Fazenda Quinta da Instância.

Quanto aos danos morais coletivos, a desembargadora reproduziu trecho da sentença em que ficou esclarecido que a fazenda não violava qualquer legislação em vigência, “abatendo exclusivamente animais domésticos, com o objetivo de consumo próprio, sem qualquer crueldade, maus-tratos, feridas ou mutilações quando do abate”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

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SEM ESTAMPIDO

Todo final de ano os shows com fogos de artifício são lindos de se ver. Mas você já presenciou um animal se esconder de medo ou fugir apavorado pelas ruas correndo o risco de ser atropelado ou de se perder pela cidade? Ainda temos os doentes hospitalizados, crianças com deficiência, idosos, crianças de colo e muitas outras pessoas que sofrem com tais barulhos.

Com a intenção de proteger a todos, esta sendo feito um abaixo-assinado que tem como objetivo dar apoio ao poder público adquira apenas fogos de artifício sem estampido e tenham restrição na soltura e venda por parte da população.

Os fogos sem estampido são iguais aos fogos normais, promovem um lindo espetáculo no céu, mas NÃO PRODUZEM BARULHO. Por isso mesmo não vão assustar ou prejudicar ninguém!

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SEM ESTAMPIDO II

Decisão de Prefeitura de Alfenas foi publicada na sexta-feira, 29/12
Foto – Reprodução / Facebook

Pela primeira vez, Poços de Caldas, no Sul de Minas, terá uma festa de Réveillon com fogos de artifício menos barulhentos que os mais utilizados nesta época do ano. A intenção, segundo o secretário de Turismo, Ricardo Fonseca Oliveira, é respeitar “idosos, autistas, pessoas em tratamento médico e animais”.

“Os fogos têm barulho, mas não com três, cinco explosões. É uma explosão só e com barulho menor”, afirmou Oliveira. A decisão segue lei aprova na Câmara de Poços de Caldas em março deste ano e prevê também que qualquer evento da prefeitura não seja utilizado fogos tradicionais para evitar danos, principalmente, aos animais.

“Os danos por conta do barulho atingem tanto animais domésticos quanto os silvestres, a começar pelos pássaros. Com as explosões repentinas, colônias que estão descansando, ao ouvirem os barulhos, têm uma reação instintiva de fuga que, combinada com a falta de visibilidade, causam a morte de muitos exemplares decorrentes do choque com estruturas urbanas e até árvores durante os voos”, diz nota da Prefeitura de Poços de Caldas.

Alfenas

Por meio da rede social Facebook, a Prefeitura de Alfenas, também no Sul de Minas, comunicou que a cidade não terá queima de fogos em respeito aos animais. De acordo com a nota publicada pela prefeitura, a decisão foi tomada para atender reivindicação de associações de proteção animal.

Pelo menos 1,5 mil pessoas comentaram sobre a decisão do Executivo local. A maioria apoia a decisão, mas alguns não gostaram de saber que a cidade não terá queima de fogos.

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SEM ESTAMPIDO III

Estopinha, uma cadela famosa no Facebook, alerta para a necessidade de proteger os animais dos ruídos
Foto – Reprodução Facebook

Pelo menos duas prefeituras mineiras já comunicaram formalmente uma mudança na festa de réveillon da cidade para atender à causa animal: uma cancelou a queima de fogos e outra optou por artefatos que não fazem barulho. Na mesma linha, o site do Senado abriu consulta pública sobre a necessidade de uma legislação que estabeleça a restrição a nível nacional, também em defesa dos bichinhos. Além da sugestão popular, um projeto de lei neste sentido tramita na Câmara dos Deputados.

No mesmo dia, a Prefeitura de Três Pontas anunciou que no evento do réveillon feito no sambódromo da cidade também não haverá queima de fogos “em respeito aos idosos, enfermos e animais”.

Já a prefeitura de Poços de Caldas, também no Sul de Minas, anunciou que terá o réveillon com fogos de artifício silenciosos. “O show pirotécnico promovido pela Secretaria Municipal de Turismo segue lei que determina que todos os eventos realizados pela Prefeitura utilizem somente fogos sem barulho”, informou a prefeitura. De acordo com o Executivo municipal, o objetivo é evitar danos aos animais, sensíveis aos ruídos. “Os danos por conta do barulho atingem tanto animais domésticos quanto os silvestres, a começar pelos pássaros.”

A cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo, também terá este ano pela primeira vez um show pirotécnico silencioso em respeito a crianças e aos animais. O evento deve durar de 10 a 12 minutos, na hora da virada do ano. Ubatuba, no litoral paulista, também aprovou lei que proíbe os fogos barulhentos. O decreto regulamentando a restrição foi publicado pela prefeitura este mês e já vale para o réveillon. Também em Sorocaba (SP), foi sancionada no dia 20 a lei que proíbe os fogos com até 65 decibéis em áreas públicas. Na Itália, a pequena cidade de Collecchio, já adota há alguns anos a tradição de só permitir os fogos que não façam barulho.

Pela proposta em tramitação no Senado, fica proibido em todo o território nacional o uso de fogos de artifício que causem poluição sonora. O texto prevê punição com multa e detenção para quem descumprir a regra. Na justificativa, o deputado Ricardo Izar (PP/SP ) alega que a queima de fogos “causa traumas irreversíveis aos animais, especialmente aqueles dotados de sensibilidade auditiva”. O parlamentar fala em dezenas de mortes de cães por enforcamentos ou fugas desesperadas. “Os gatos sofrem severas alterações cardíacas com as explosões e os pássaros têm a saúde muito afetada”, diz.

O projeto levou bomba no parecer do deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), que pregou o equilíbrio entre o interesse da população na demanda por entretenimento e as consequências desses atos. “No caso em questão, são muitas as alternativas de proteção aos animais, para serem menos atingidos pelos decibéis emitidos pela queima dos fogos, e que dispensam a medida radical de proibição de seu uso nos eventos comemorativos”, registrou ao vetar o texto.

Contra este parecer, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PR/MG) apresentou um voto em separado pela aprovação do projeto, chamando a atenção para um outro público que seria beneficiado: os autistas. “Eles têm dificuldade em regular a informação sensorial que recebem diariamente. Essa população é bem maior do que se imagina. Estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas”, disse. Para ele, essa realidade deve ser considerada “conjuntamente com os distúrbios causados aos animais e os acidentes provocados pela queima de fogos, para que sejamos sensíveis a esta necessária evolução em nossa legislação”.

No site do Senado, a ideia legislativa de proibição de fogos com ruídos precisa de mais 5.613 votos para ser encaminhada às comissões para o debate dos senadores. Na proposta, o autor Rogério Nagai, de São Paulo, fala em proibir fogos com ruídos, como rojões, morteiros e bombas, alegando inúmeros problemas ocasionados para pessoas, “como amputação de dedos, stress nas crianças autistas, incômodos nas pessoas em leitos de hospitais, mortes”, e para os animais: “desnorteamento, surdez, ataque cardíaco indo a óbito (principalmente aves) e atropelamento em razão de fuga”.

Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o vereador Oswaldo Lopes também apresentou projeto de lei proibindo os fogos de artifício com barulho, mas o texto não teve sucesso na tramitação. Em um site de abaixo-assinados on-line, um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo conseguiu mais de 40 mil apoiamentos.

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ARTIGO

Emagrecendo durante as festas de fim de ano

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449
flavioviver@gmail.com (*)

Estamos chegando ao final das festas de fim de ano, mas a comida ainda é farta e o período da engorda continua nesse início das férias. O que fazer? Aceitar que está declarada a abertura do primeiro botão da calça. Não! Dizer que a comida não é assim tão boa? Não adianta, pois ela continua deliciosa. Fazer uma promessa fervorosa de que não irá comer tanto nos próximos dias? Não adianta, pois a promessa sempre se mostra frágil, pois basta uma pequena frase como: inicio a dieta na segunda-feira, para tirar todo o seu efeito. Então qual é a saída para não engordar diante de tanta comida gostosa a disposição? É fazer a escolha de ser magro. E para ser magro significa não ingerir mais calorias do que se consegue gastar a ponto de engordar. Sim, é simples, mas nem por isso fácil.
Manter o foco no que se quer é algo difícil, não apenas quanto ao emagrecimento, mas em relação a quase tudo na vida. Tanto que uma das características das pessoas mais bem sucedidas é foco no que constroem. Da mesma forma em relação ao próprio corpo, ninguém vai engordar porque comeu um pouco mais nas festas de fim de ano, se logo depois voltar ao seu estilo de vida que a mantém magra. Como também ninguém vai emagrecer porque um dia comeu uma salada. O resultado do peso do corpo está na constância do que come e gasta de energia.
Mudar o estilo de vida com relação à comida e atividade física não se dá de um dia para o outro, nem a mudança precisa ser radical. Pode haver deslizes, mas no passar dos meses a quantidade de dias que conseguir manter o foco numa dieta é que irá definir o resultado. Então se você comeu mais do que devia nessas festas de fim de ano, ainda resta uma esperança, mas não pode se deixar derrotar. É focar no corpo que deseja alcançar e escolher fazer atividade física e uma alimentação saudável. 2018 é o ano em que irei lhe acompanhar no emagrecimento. Assista os vídeos no meu canal do YouTube.

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