NOTÍCIAS INTERNACIONAIS – Quando os sírios sofreram, em 2013, o primeiro ataque com armas químicas desde o início do atual conflito, o então presidente americano, Barack Obama, advertiu: o regime do presidente Bashar al-Assad havia cruzado uma linha vermelha, e esse tipo de crime de guerra cometido contra o próprio povo não seria mais tolerado…

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NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

ATAQUES

Quando os sírios sofreram, em 2013, o primeiro ataque com armas químicas desde o início do atual conflito, o então presidente americano, Barack Obama, advertiu: o regime do presidente Bashar al-Assad havia cruzado uma linha vermelha, e esse tipo de crime de guerra cometido contra o próprio povo não seria mais tolerado.

De lá para cá, as Nações Unidas registraram pelo menos outros 35 ataques com armas químicas na Síria. Os EUA dizem que foram 50 ataques desse tipo desde 2011, quando o conflito armado começou.

O mais recente deles ocorreu no dia 7 de abril, em Douma, último bastião rebelde, localizado na região de Ghouta, no sudoeste do país.

A série de ataques com armas químicas contra a população civil foi a justificativa dada pelos líderes das três potências – EUA, França e Reino Unido – que, na noite de sexta-feira (13/04), deram início a uma série de bombardeios contra alvos do regime Assad.

Dias antes, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, havia chamado Assad de “cachorro”. Ele também atribuiu ao líder sírio o uso de “gás mortífero” e aconselhou que a Rússia se preparasse para tentar interceptar os “belos, novos e inteligentes mísseis” que estariam a caminho. Junto com Trump, fizeram coro o presidente da França, Emmanuel Macron, e a premiê britânica, Theresa May. Os três ordenaram uma série de curtos ataques à Síria.

A Organização Mundial da Saúde disse que 43 pessoas haviam morrido pelo uso de armas químicas em Douma e outras 500 receberam atendimento por intoxicação. Mas a organização não identificou a autoria desse crime de guerra.

Os ataques realizados por EUA, França e Reino Unido tiveram claro caráter punitivo contra o regime sírio.

A Rússia e o Irã – que apoiam o regime de Assad -, além da própria Síria, dizem que não há o menor sentido de o presidente do país atacar seu próprio território justamente no momento em que estava vencendo a guerra, iniciada após a chamada Primavera Árabe, em 2011.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse na sexta-feira (13), antes do ataque,  que dispõe de provas de que o uso de armas químicas em Douma foi forjado. “Temos dados irrefutáveis de que se trata de uma nova montagem, e de que, por trás, está a mão dos serviços secretos de um país que, neste momento, está na vanguarda da campanha contra a Rússia”.

O embaixador da Rússia em Londres, Alexander Ykovenko, disse a jornalistas que os Capacetes Brancos – grupo de resgatistas sírios que têm apoio britânico e ligação com rebeldes sírios – mentiu sobre o uso de armas químicas, forjando cenas de atendimentos de crianças intoxicadas em Douma.

O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, foi ainda mais direto: “Nós temos evidências que provam que os britânicos estiveram diretamente envolvidos na organização de toda essa provocação”. Lavrov vem se referindo com frequência ao que ele chama de uma onda de “russofobia” no mundo, como sendo uma campanha orquestrada pelos EUA e pelas potências europeias para desacreditar a Rússia, associando ao presidente Vladimir Putin a tudo de negativo que ocorre no mundo – da interferência em eleições estrangeiras aos crimes de guerra na Síria. Se a permanência de Assad à frente do governo sírio pode ser considerada um indicativo do sucesso ou do fracasso do envolvimento de americanos e russos nessa guerra, então a atual configuração do conflito sírio indicaria uma vitória de Putin sobre Trump. Não havia sinais de enfraquecimento de Assad antes deste ataque de sexta-feira (13). Pelo contrário, o líder sírio, com apoio russo e iraniano, retomara quase todas as áreas que estavam sob controle rebelde no país. A Rússia se apoia nesse fato para questionar qual seria a lógica de cometer um crime de guerra contra a própria população num momento em que a guerra estava praticamente vencida pelo governo Assad.

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi o primeiro líder mundial a dizer que possuía provas concretas de que Assad está por trás do ataque em Douma. “Temos provas de que (…) armas químicas foram usadas, pelo menos o cloro, e que elas foram usadas pelo regime de Bashar al-Assad”.

A embaixadora do Reino Unido no Conselho de Segurança, Karen Pierce, disse que as alegações russas são “mentiras flagrantes, grotescas e bizarras”, que têm por intenção turvar o debate e proteger o regime sírio. “Eu quero declarar categoricamente que o Reino Unido nunca teve qualquer envolvimento com o uso de armas químicas”, disse Pierce. “Isso mostra simplesmente o desespero por incriminar qualquer um menos seu cliente: o regime Assad. O ataque com armas químicas em Douma foi um ato chocante e bárbaro que custou 75 vidas, incluindo crianças pequenas.” “Sejamos claros: o mais recente uso de gás por Assad contra seu próprio povo, em Douma, não foi o primeiro, o segundo ou o terceiro ou mesmo o 49º uso de armas químicas. Os EUA estimam que Assad usou armas químicas na Síria pelo menos 50 vezes. Há estimativas públicas que falam em mais de 200”, disse Nikki R. Haley, embaixadora americana no Conselho de Segurança.

Assim como ocorre agora, no caso de Douma, os principais ataques com armas químicas registrados na Síria desde 2013 – para seguir a contagem das Nações Unidas – também foram cercados por polêmica em relação à autoria. Em abril de 2017, por exemplo, foi registrado o uso de gás sarin contra civis da cidade de Khan Sheikhun, localizada na Província de Idlib, no noroeste da Síria, fronteira com a Turquia. À época, EUA, Reino Unido e França culparam Assad. A Rússia culpou rebeldes sírios. Antes disso, em agosto de 2013, houve debate sobre ataque semelhante. Naquela época, o conflito ainda estava se iniciando e os EUA lançavam ameaças de intervenção que não eram cumpridas. Passados sete anos, os ataques e as ameaças de retaliação se repetem, desta vez com as ações militares dos EUA e das potências europeias. O engajamento da França O episódio atual estava sendo comparado na França, antes do ataque de sexta-feira (13), ao ocorrido no ano de 2003, quando o então presidente americano, George W. Bush, buscou apoio do então presidente francês, Jacques Chirac, para realizar a ofensiva no Iraque. Na época, a França não aderiu. Agora, num novo contexto – e depois de Paris ter sido alvo de ataques terroristas em 2015 assumidos pelo Estado Islâmico –, Emmanuel Macron está junto com Donald Trump nos bombardeios à Síria. Dois anos antes da invasão do Iraque, os EUA haviam sofrido os atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001. A resposta americana começou por ações contra o Afeganistão e, em seguida, pela expansão do revide também contra o Iraque. Os ataques de 11 de setembro foram assumidos pela rede terrorista Al-Qaeda, controlada pelo saudita Osama Bin Laden. A rigor, o Iraque não estava envolvido, mas os americanos diziam que o então presidente iraquiano, Saddam Hussein, possuía um arsenal de armas de destruição em massa, e pretendia usá-las contra os EUA – algo que não viria a se confirmar. No caso da Síria, uma comissão de investigação das Nações Unidas tinha viagem marcada para Damasco (capital do país) neste sábado (14). A visita pretendia elucidar o que ocorreu em Douma, mas Trump, May e Macron ordenaram os bombardeios exatamente na noite anterior.
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ASSASSINATO

Mohammad Deib Elhir chorava enquanto segurava um bebê de 1 mês que acabara de salvar dos escombros da casa onde vivia.

Pouco depois do vídeo postado, Mohammad foi assassinado – levou um tiro na cabeça enquanto voluntariava num centro de resgate.

Essa é a realidade enfrentada pelos Capacetes Brancos na Síria. Desarmados e neutros, são pessoas comuns: costureiros, professores, padeiros. E, mesmo assim, eles se arriscam de um modo que mais ninguém está disposto, correndo para o local dos bombardeios para salvar as pessoas atingidas: precisamente, eles salvaram 114.431 vidas até agora.

Um ataque químico horroroso matou mais de 40 pessoas, inclusive crianças. O bombardeio incessante deixou o ar completamente contaminado com gás de cloro. Mas os Capacetes Brancos estavam lá.

Os ataques estão piorando e eles precisam urgentemente de novos equipamentos, ferramentas e suprimentos médicos.

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IN NATURA

Foto – Fundação para a Natureza de Bornéu

A medicina não é uma invenção exclusivamente humana. Muitos outros animais, desde insetos e pássaros até primatas não humanos, se automedicam com plantas e minerais para infecções e outras doenças.

A ecologista comportamental Helen Morrogh-Bernard, da Fundação para a Natureza de Bornéu, estudou por décadas os orangotangos da ilha e diz ter encontrado evidências de que eles utilizam plantas de uma forma medicinal nunca vista antes.

Durante mais de 20.000 horas de observação formal, Morrogh-Bernard e seus colegas observaram 10 orangotangos que mastigam ocasionalmente uma planta em particular (que não faz parte de sua dieta), até transformá-la numa baba espumosa, e depois a esfregam em sua pele. Os primatas demoraram 45 minutos massageando a mistura na parte superior de seus braços e pernas. Os pesquisadores acreditam que esse comportamento é o primeiro exemplo conhecido de animais não humanos usando um analgésico tropical.

Os habitantes locais utilizam essa mesma planta — Dracaena cantleyi, um arbusto de aparência comum — para tratar dores. Os outros autores além de Morrogh-Bernard são da Academia Tcheca de Ciências, da Universidade Olomouc Palacký e da Universidade Médica de Viena, e estudaram a química da planta. Eles adicionaram extratos da planta em células humanas que cresceram em um prato de laboratório e foram estimuladas artificialmente para produzir citocinas, uma resposta do sistema imune que causa inflamação e desconforto. O extrato da planta reduziu a produção de vários tipos de citocinas, relataram os cientistas em um estudo publicado em novembro de 2017 na revista Scientific Reports.

O resultado sugere que os orangotangos usam a planta para reduzir a inflamação e tratar a dor, diz Jacobus de Roode, um biólogo da Universidade de Emory que não fez parte do estudo. Essas descobertas poderiam ajudar a identificar plantas e substâncias químicas que podem ser úteis para medicações humanas, diz de Roode.

Em criaturas como insetos, a habilidade de se automedicar é quase inata; lagartas de ursos lanosos, quando infectadas com moscas parasitas, procuram e comem substâncias que são tóxicas para as moscas. Mas animais mais complexos podem ter algumas estratégias que surgem após um membro do grupo ter feito a descoberta inicial. Por exemplo, um orangotango pode ter esfregado a planta em sua pele para tentar tratar parasitas e percebeu que isso também tinha o efeito prazeroso de tirar a dor, diz Michael Huffman, um primatólogo da Universidade de Quioto que não estava envolvido na pesquisa. Depois, esse comportamento pode ter sido passado para outros orangotangos. Quanto ao motivo pelo qual esse tipo de automedicação foi visto apenas no centro-sul do Bornéu, Morrogh-Bernard acredita que se trata de um comportamento aprendido localmente.

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SALVO PELO GONGO

Chico, um American staffordshire terrier, foi capturado pelos bombeiros que entraram num apartamento, em Hanover, na terça-feira, 10/04, onde encontraram o corpo de uma mulher, de 52 anos, e um homem, de 27, já sem vida.

Depois da autópsia, ficou provado que os dois sangraram até à morte na sequência de um ataque do animal.

O cão seria abatido, mas uma petição pública, assinada por mais de 250 mil pessoas, fez com que as autoridades recuassem na decisão. O porta-voz da cidade, Udo Möller, admitiu que os entidades camarárias falharam ao não ter retirado o animal, que tinha sido treinado para lutar, da casa antes do ataque. Desde 2011, que os serviços sociais daquela cidade tinham conhecimento do comportamento de risco do cão e os vizinhos também já se tinham queixado do animal.

“Uma avaliação teria demonstrado que a família não tinha condições para manter a guarda do animal, confessou o responsável.”

Möller referiu que as autoridades estão a considerar levar o cão para um centro que trata animais com problemas comportamentais. “Queremos perceber se o cão deixa de ser uma ameaça para as pessoas”, disse.

No centro veterinário onde o animal se encontra têm-se desenvolvido várias campanhas de apoio ao animal. Várias pessoas já demonstraram interesse em adotar o cão e há registos de tentativas de arrombo do centro veterinário para o tentar levar.

Foto – Reprodução/Facebook/Veja SP

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BOA AÇÃO

Em novembro de 2017, o poodle Shey, de 14 anos de idade, foi deixado no abrigo Animal Rescue League of Iowa, nos Estados Unidos, porque sua família se mudou e não podia ficar mais com o mascote.

O cachorro morou no endereço por quatro meses e era o cão mais velho do local, com muitas doenças. Até que os funcionários do abrigo foram surpreendidos por um menino que, apesar dos problemas de Shey, decidiu adotá-lo.

Quando Tristan e sua mãe chegaram ao abrigo, eles estavam procurando um cachorrinho que adorava carinho. Os funcionários sabiam que o pequeno Shey era a escolha certa para a família: “Shey é muito meigo e adora estar perto de pessoas o tempo todo“, contou Jessica Jorgenson, coordenadora do abrigo, ao The Dodo. O menino não se importou com as doenças dentárias do cãozinho, muito menos com o fato de que ele nunca tinha sido castrado e que teria que passar por cirurgias. O poodle também era surdo, cego de um olho e quase desdentado. Nada disso parecia ter importância para Tristan.

O menino sentou-se e esperou para conhecer o seu novo animal de estimação.

Quando os funcionários colocaram Shey no colo de Tristan, o rostinho da criança de iluminou: “Ele ficou muito confortável com o Tristan desde o começo“, relembrou Jessica sobre o dia da adoção. Ele também entendeu todas as necessidades especiais do pequeno poodle. “Ele entendeu que o Shey não podia ouvir o que estava acontecendo e que também não conseguia ver tudo claramente. Foi um processo muito lento e cuidadoso. Ele respeitou muito o que o Shey podia ou não fazer“.

Aos funcionários, Tristan revelou que escolheu um lugar especial para a mascote em seu quarto. Agora, confortavelmente morando com sua nova família, Shey claramente já encontrou um lugar favorito: nos braços do novo dono. “O Shey está muito contente. Ficar abraçadinho é a coisa que ele mais gosta de fazer, e ele está muito confortável nos braços do Tristan“, explicou Jessica.