SERRA GRANDE

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Em Roraima, a Serra Grande é uma atração turística e é uma opção para quem procura um lugar diferente.

Localizada no município de Cantá, o viajante gasta 30 quilômetros até chegar ao pé da serra e dai começar a caminhada.

Para chegar a Serra Grande, é preciso seguir pela BR-401, RR-206 e seguir pela estrada vicinal em direção ao Rio Branco.

A Serra Grande tem 850 metros de altura mas por questões de segurança os visitantes montam acampamento acima da principal cachoeira do lugar, a Excalibur, que fica a 500 metros do pé da serra.

Com uma flora que apresenta características da floresta amazônica e do lavrado roraimense, a montanha encanta pelas belezas naturais intactas e diversidade de sua fauna.

A base de apoio para quem se aventura a explorar o local fica em um sítio localizado ao pé da serra. Os viajantes recebem orientações dos guias, preparam as mochilas e começam o percurso que pode levar, em média, cinco horas, dependendo do número de interrupções durante a caminhada.

Uma das corredeiras que os aventureiros apreciam na Serra Grande
Foto: Érico Veríssimo

A subida tem graus de dificuldade variados. O “aventureiro” percorre trilhas por meio da mata, entremeadas por pedras e igarapés, que se formam por todo o trajeto até o final da escalada.

Depois de 15 a 20 minutos caminhando, a parte plana da Serra Grande vai ficando para trás e começam as inclinações que dificultam a caminhada.

É preciso preparo físico e outros cuidados. Uma das principais recomendações é que se leve apenas o necessário, para evitar carregar muito peso, o que pode atrapalhar a viagem. Roupas leves, mochilas apropriadas, protetor solar, repelente e cantil também são recomendados.

Depois de uma hora de subida, as dificuldades começam a aumentar. Pedras escorregadias, devido à umidade da floresta, árvores, troncos caídos e outros obstáculos naturais exigem atenção redobrada para que se evitem acidentes. Para atravessar alguns trechos por dentro da água, é preciso apoio dos guias que, com bastões, ajudam a cada um dos viajantes a seguir a trilha. Em outros pontos, cordas amarradas a galhos ou sustentadas pelos condutores ajudam a puxar os aventureiros menos experientes.

Piscina natural pode ser encontrada em um dos pontos da Serra Grande
Foto: Érico Veríssimo

Quase três horas depois, o viajante começa a vislumbrar o rio Branco do alto da Serra Grande. Isso na parte considerada mais difícil pelos guias, onde o percurso pode levar mais de uma hora por causa das inúmeras pedras.

Ao final da caminhada, piscinas naturais, cachoeiras e uma flora intocada. A água limpa mata a sede e refresca, aliviando o cansaço e recompensando as horas de subida. Por questões de segurança, os viajantes não vão ao topo da serra, mas acampam a cerca de 500 metros de altura, acima de uma das cachoeiras do percurso.

Depois de montar acampamento, uma das dicas é andar alguns metros, sentar-se em uma das pedras e esperar um espetáculo da natureza: o pôr do sol. Do mesmo lugar, o reflexo dos raios solares no Rio Branco e o verde da mata nativa dão um belo retrato a quem chega a esse ponto da Serra Grande.

O aventureiro Estevam resume a sensação de quem escala a serra pela primeira

Espécies raras

Com uma fauna e flora variadas, na Serra Grande o viajante pode se deparar com quatis, macacos e vários tipos de pássaros. Orquídeas, bromélias e árvores de grande porte compõem o cenário da serra. Dentre os habitantes do local, está o jacaré paguá, considerado o menor do mundo, que pode chegar ao tamanho de 200 centímetros.

Dicas

O viajante que decidir explorar a Serra Grande deve seguir as orientações de guias experientes, além de estar atento aos itens que deve levar. São recomendados mochila apropriada, saco de dormir, barraca de camping, lanterna, protetor solar, repelente, tênis resistentes e adequados para a escala, sandálias, cantil e material de higiene pessoal.

A alimentação pode ser composta de biscoitos, comida de fácil preparo, como sopas e macarrões instantâneos, além de enlatados. Os equipamentos eletrônicos devem estar protegidos para evitar a umidade e até mesmo que sejam molhados ao atravessar os igarapés durante a caminhada.

Fonte – G1