NOTÍCIAS NACIONAIS – As imagens chocam e provocam muita revolta. Onças-pintadas amarradas, sem vida, sendo transportadas em canoas e motos, pelo tráfico ilegal de animais silvestres…

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NOTÍCIAS NACIONAIS

CAÇADA

As imagens chocam e provocam muita revolta. Onças-pintadas amarradas, sem vida, sendo transportadas em canoas e motos, pelo tráfico ilegal de animais silvestres.

As fotos fazem parte de uma investigação realizada pela organização Proteção Animal Mundial no Brasil. A entidade denuncia que as onças-pintadas estão sendo mortas e levadas para o Suriname, e até, exportadas para a China, onde existe a crença de que partes do animal podem ser usadas como remédios.

“O resultado da investigação é muito triste. Foi revelado um comércio clandestino e cruel, que explora um animal icônico das florestas tropicais da América do Sul para uma medicina que nem mesmo foi comprovada”, lamenta Roberto Vieto, da Proteção Animal Mundial no Brasil.

Segundo a organização, a matança dos felinos é desumana. Ela ocorre principalmente em áreas de garimpo e extração ilegal de madeira, com envolvimento de chineses.

As onças são mortas com diversos tiros, sofrendo e agonizando muito, até que finalmente estejam machucadas demais para se mover.

Depois disso, os animais são cozidos por mais de uma semana para serem transformados em uma pasta preta, vendida para uso medicinal, com alto valor no mercado asiático.

A onça-pintada (Panthera onca) é o terceiro maior felino do mundo e o maior do continente americano. Seu peso pode variar entre 56 e 92 kg, mas alguns passam dos 100 kg.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) estima que, atualmente existem cerca de 173 mil onças-pintadas vivendo livres na natureza. Seu status de extinção é considerado “vulnerável” pela Lista Vermelha da entidade.

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RECOLHIMENTO

Foto – Divulgação

O Metrô de São Paulo abriu um processo de cadastramento de empresas para recolher cães, gatos e outros animais domésticos sem tutor ou abandonados nas linhas, estações, pátios e outras áreas tanto administrativas como operacionais.

A contratação será por meio de parceria e as pessoas jurídicas interessadas devem se cadastrar entre esta segunda-feira, 05 de novembro de 2018 e o dia 07 de dezembro de 2018.

Atropelamentos, principalmente de cães, pelas composições do metrô acabam sendo comuns na rede, de acordo com os funcionários. Há casos também de animais eletrocutados nos trilhos (por onde passa a energia) e nos equipamentos.

Além de ser perigosa para a vida dos animais, a presença deles nas estações e, principalmente, nas linhas pode ocasionar acidentes e atrasos na operação.

As empresas que firmarem parceria com o Metrô devem providenciar o recolhimento e cuidados dos animais, bem como dar o tratamento de saúde, realizar as vacinações e destinar os bichos para novos tutores.

Outra função é recolher os animais que tenham sido mortos pelos trens e equipamentos.

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MAUS TRATOS

Foto – Divulgação

Os maus-tratos a animais continuam chamando a atenção em Vitória da Conquista. Desta vez o caso está relacionado a um cãozinho que foi encontrado em estado crítico de saúde. As pessoas que a encontraram disseram que ficaram chocadas com a situação em que o cachorrinho se encontrava.

O animal estava completamente debilitado, só pele e osso, bastante machucado e não conseguia nem ficar em pé. Ele já foi levado para uma clínica e está internado, mas agora é preciso ajuda para pagar os exames e as diárias da clínica. Quem puder ajudar pode deixar direto na clínica Cliv, localizada na Avenida Otávio Santos, no Centro de Vitória da Conquista.

Ou através de depósito na agência:1435; operação 013; conta: 34537-7 – Caixa Econômica Federal. Associação Amigos dos Bichos.

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MAUS TRATOS II

ONGs que atuam em defesa dos interesses dos animais estão solicitando a participação como amicus curiae na ação movida pelo Ministério Público de São Paulo que resultou, em julgamento de primeira instância, na proibição da prova da modalidade bulldog, em que o peão montado em cavalo a galope salta sobre o bezerro em fuga, agarra-o pelos chifres e o derruba no chão torcendo violentamente seu pescoço.

Em 2011, durante a realização do famoso rodeio na cidade de Barretos, um bezerro teve lesões em sua coluna causadas pelo peão César Brosco, considerado na época um dos principais ‘bulldogueiros’. O animal ficou tetraplégico e teve que ser sacrificado, sendo que seus momentos de sofrimento e agonia foram amplamente registrados em imagens.

Em 23 de agosto de 2011 a ativista e advogada Fernanda Tripode, por iniciativa pessoal, apresentou denúncia ao Ministério Público de São Paulo. A Promotoria de Barretos, levando em consideração as declarações e o laudo apresentados pela associação organizadora do rodeio ‘Os Independentes’ promoveu o arquivamento. A advogada apresentou então recurso contra o arquivamento ao Conselho Superior do Ministério Público de SP. O advogado Ricardo de Lima Cattani também se insurgiu contra a decisão inicial pelo arquivamento e ajuizou um segundo recurso. O promotor relator, dr. Paulo Marco Ferreira Lima, atendeu às solicitações e decidiu que o MP deveria ingressar com uma Ação Civil Pública, o que foi feito em 28 de agosto de 2014.

Finalmente, em 17 de setembro de 2018, foi proferida a sentença proibindo a associação “Os independentes” de realizar a prova bulldog. O Juízo da 2ª Vara Cível entendeu que não é possível garantir o bem-estar dos animais envolvidos nesta prova, considerando que os competidores podem não estar preparados para tal prova. Na sentença disse:

“…É interessante notar que o competidor que ocasionou a lesão no garrote justificou-se aduzindo que o animal teria tido uma reação ‘desproporcional’ por não ser um boi ‘treinado’. Na medida em que não há meios para se qualificar ou quantificar quando um boi poderia ser reputado suficientemente ‘treinado’ para participar da prova, e na medida em que a técnica da rotação cervical para o lado direito possui – como demonstrado pelo caso concreto – aptidão para causar no bovino reação ‘desproporcional’ suficiente para lhe ser infligida sub-luxação entre as vértebras C2 e C3 da coluna cervical – e consequentemente ser sacrificado – tem-se que há fundado risco de que outros garrotes, cuja ‘domesticidade’ e ‘docilidade’ sejam superestimadas, venham a apresentar reações ‘desproporcionais’ e sofram sérias lesões. A culpa, por óbvio, não é do animal, mas sim daquele que rotaciona seus chifres. A reação ‘desproporcional’ é reação natural e esperada de animal dessa natureza, sendo que a lesão, no caso, não deve ser atribuída ao bovino, mas sim ao competidor que, deparando-se com reação ‘desproporcional’ de animal de chifre de quase 300 kg – e sendo o ser racional nessa disputa – insiste na manobra, mesmo ciente dos riscos que sua finalização representa. Em suma, ainda que se reconheça que a execução ordinária da manobra não é causa de maus tratos ou crueldade, a grave lesão ocorrida durante a realização da prova obriga a que se reconheça que, quer porque não há regras explícitas sobre o modo de execução da manobra, aptas a salvaguardar a integridade física do bovino, quer porque, ainda que existissem, não há meios de impedir que competidores inexperientes ou imperitos executem a manobra de forma inadequada, quer porque não há como previamente selecionar animais que não demonstrem reações ‘desproporcionais’ durante a prova, a competição em questão deve ser definitivamente banida dos eventos organizados e promovidos pela requerida, já que é imperioso reconhecer que não há critérios objetivos para se evitar que nova fatalidade possa vir a ocorrer caso a prova torne a ser realizada.”

A associação ‘Os Independentes’ recorreu da decisão de 1ª instância, apresentando apelação para tentar modificar a sentença. O recurso ainda não foi julgado pela Justiça paulista.

A advogada Fernanda Trípode solicitou recentemente a participação da ONG Veddas no processo, na qualidade de amicus curiae, a fim de reforçar os argumentos pelo fim da violenta prova de rodeio. O pedido está sendo analisado pelo desembargador relator Miguel Petroni Neto, da 2ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente.

A ONG Olhar Animal também está formulando um pedido de participação como amicus curiae, que deverá ser ajuizado em breve, e pretende levar novos subsídios à Justiça para que a proibição da prova de bulldog seja mantida.