NOTÍCIAS INTERNACIONAIS – Para muitas pessoas, o passaporte abre as portas do mundo, mas para outras pode ser um empecilho ao sonho de viajar…

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PASSAPORTES

Para muitas pessoas, o passaporte abre as portas do mundo, mas para outras pode ser um empecilho ao sonho de viajar.

Todos os anos, a consultoria Henley & Partners divulga o seu índice de mobilidade que lista os países cujos passaportes dão acesso a mais destinos sem necessidade de visto.

Em 2019, o Japão ocupa o 1º lugar do ranking global, com seus cidadãos desfrutando de acesso sem visto a 190 países no total. Em uma demonstração adicional do poder do passaporte asiático, Cingapura e Coréia do Sul aparecem no 2º lugar, com acesso a 189 destinos em todo o mundo.

Entres os europeus,  Alemanha e a França permanecem em 3º lugar: seus passaportes dão acesso 188 destinos com isenção de visto.

Dinamarca, Finlândia, Itália e Suécia ocupam o 4º lugar, seguidas de Espanha e Luxemburgo em 5º.

Os Estados Unidos e o Reino Unido continuam em movimento descendente no Índice de Passaporte Henley, que é baseado em dados oficiais da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), e agora aparecem  em 6º lugar, com acesso a 185 destinos. Esta é uma queda significativa da posição de 1º lugar que esses países detinham em 2015.

Um ponto de interrogação permanece sobre o impacto do Brexit sobre o valor do passaporte britânico, que perdeu duas posições em relação ao índice anterior. Segundo a consultoria, é difícil antecipar quais serão as consequências para os cidadãos da União Europeia e do Reino Unido, bem como para o comércio e cooperação entre ambos.

Como em boa parte da história de 14 anos do índice, o Iraque e o Afeganistão permanecem nas piores posições,  incapazes de acessar mais de 30 países sem a necessidade de visto, logo abaixo da Síria e da Somália (32) e do Paquistão (33).

O passaporte do Brasil dá acesso a 171 países, na 17ª colocação, atrás do Chile (175), país latino-americano mais bem posicionado no ranking.

Confira os passaportes mais poderosos, que ocupam as 20 primeiras colocações do ranking:

  1. Japão (190 países)
  2. Singapura, Coreia do Sul (189)
  3. França, Alemanha (188)
  4. Dinamarca, Finlândia, Itália, Suécia (187)
  5. Luxemburgo, Espanha (186)
  6. Áustria, Holanda, Noruega, Portugal, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos da América (185)
  7. Bélgica, Canadá, Grécia, Irlanda (184)
  8. República Checa (183)
  9. Malta (182)
  10. Austrália, Islândia, Nova Zelândia (181)
  11. Hungria, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia (180)
  12. Estônia, Malásia (179)
  13. Liechtenstein (178)
  14. Chile (175)
  15. Mônaco, Polônia:(174)
  16. Chipre (173)
  17. Brasil (171)
  18. Argentina (170)
  19. Bulgária, Hong Kong, Romênia (169)
  20. Andorra, Croácia, San Marino (168)

E os piores passaportes

Vários países têm acesso sem visto a menos de 40 destinos. Esses incluem:

  1. Território Palestino, Sudão (39 países)
  2. Eritreia (38)
  3. Iêmen (37)
  4. Paquistão (33)
  5. Somália, Síria (32)
  6. Afeganistão, Iraque (30)

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CRUELDADE

Raposas e visons são mortos com gás e eletrocussão anal para manter pele intacta

Claire Bass nunca esquecerá as coisas horríveis que viu quando visitou duas fazendas de peles na Finlândia no mês passado.

Na primeira fazenda, Bass e sua equipe visitaram raposas e cães-guaxinins, e a segunda criava visons, e ambas as instalações tinham semelhanças surpreendentes na forma como tratavam os animais.

Muitos animais exibiam comportamentos repetitivos, como balançar a cabeça e andar de um lado para o outro, um sinal de estresse também conhecido como comportamento estereotípico, que Bass descreveu como sinais de “colapso mental”. Outros animais nem se mexiam.

As raposas, os cães-guaxinins e os visons geralmente vivem apenas oito meses antes de serem mortas por sua pele, embora os animais reprodutores sejam mantidos vivos por muito mais tempo.

Quando chegar a hora de os animais serem mortos, os operadores da fazenda usarão métodos questionáveis.

“Visons são normalmente envenenados com gás”, disse Bass. “Eles colocam talvez 10 ou 20 visons em uma caixa lacrada e a enchem com dióxido ou monóxido de carbono. E muitas vezes isso pode ser tão simples quanto uma caixa presa a um trator pequeno ou algo assim. Então eles são mortos pela fumaça.

“Raposas e cães-guaxinins são mortos por eletrocussão anal, o que é tão horrível quanto parece”, acrescentou Bass.

Esses métodos específicos são usados ​​para garantir que haja danos mínimos à própria pele, explicou Bass.

A Finlândia não é o único lugar que cria animais para suas peles. Outros países europeus como Dinamarca, Polônia, Itália, França e Rússia também operam uma série de fazendas de peles. No entanto, a China é provavelmente o maior produtor de todos eles, ela cria e mata 45 milhões de visons, 16 milhões de cães-guaxinins e 15 milhões de raposas por ano, de acordo com a HSI do Reino Unido.

A criação de peles também acontece nos EUA. Há cerca de 290 fazendas ao longo dos 20 estados do país que estão envolvidos na criação de peles, os quais produzem cerca de 3,4 milhões de peles de vison a cada ano. Os maiores estados produtores de peles são Wisconsin e Utah.

Embora a criação de peles seja ilegal no Reino Unido, os fornecedores e empresas locais continuam a importar peles, o que ajuda a manter as fazendas de peles em todo o mundo nos negócios.

Fotos – Claire Bass e a equipe da HSI-UK

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SÓ NÃO ENXERGA QUEM NÃO QUER

Foto – Divulgação

Nicolás Maduro inicia seu segundo mandato na quinta-feira, 10/01, um período presidencial que o manterá à frente do Governo venezuelano até 2025.

A posse, indicada há meses como ponto de não retorno na gravíssima crise econômica e institucional que atravessa o país, de fato não representa novidade alguma para os cidadãos. Mas culmina a deriva do regime, que controla todos os níveis do poder político e judiciário, e consuma uma ruptura aparentemente irremediável com as principais instâncias da comunidade internacional: Washington, Bruxelas e a maioria dos Governos da região. Maduro exibe, não obstante, o apoio de Rússia, China e Turquia, e o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, lhe deu um balão de oxigênio há uma semana ao rejeitar as sanções do Grupo de Lima.

Em resumo, começar um novo ciclo. Agora se formaliza o início dessa etapa, que começa precisamente com uma anomalia, um reflexo do que a Venezuela é hoje.

Maduro prestou juramento perante o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) em vez de fazê-lo na Assembleia Nacional, conforme estabelece a Constituição. A razão foi que o Parlamento, com maioria da oposição, eleito em 2015, foi declarado em desacato, não existe mais para o Governo. Esse mesmo tribunal o despojou de suas funções e em julho de 2017, depois de três meses de protestos, que deixaram cerca de 150 mortos, foi realizada a eleição de uma Assembleia Nacional Constituinte na qual não têm assento representantes críticos em relação ao partido no poder. Na prática, é um órgão legislativo — presidido pelo número dois do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) — a serviço do Executivo.

A Venezuela está mergulhada em uma catástrofe econômica sem precedentes na qual aos problemas de escassez se juntam uma hiperinflação exorbitante — o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um aumento dos preços de 1.800.000% em dois anos — e uma dependência das classes populares das ajudas do Governo. Estas são algumas das causas de um êxodo que, de acordo com as Nações Unidas, se acelerou nos últimos meses e já soma três milhões de migrantes, dos quais mais de um milhão se estabeleceu na vizinha Colômbia.

A partir de quinta-feira, 10/01, além disso, ficarão rompidas as relações diplomáticas com pelo menos 13 países latino-americanos, os integrantes do chamado Grupo de Lima. Na região, o chavismo continua tendo o apoio do presidente boliviano, Evo Morales, do cubano Miguel Díaz-Canel e do nicaraguense Daniel Ortega. O México, no entanto, continua moderado e Andrés Manuel López Obrador insiste em uma saída negociada à crise, embora a oposição esteja desmobilizada ou na ilegalidade.

Os países do Grupo Lima, entre eles Colômbia, Brasil, Argentina, Canadá, Chile e Peru, proibirão a partir de sexta-feira a entrada em seus territórios de altos funcionários, começando com o próprio Maduro.

O Governo venezuelano respondeu com uma ameaça dirigida aos líderes da oposição e legisladores da Assembleia Nacional. A Constituinte ordenou ao Tribunal Supremo de Justiça e ao Ministério Público a abertura de uma “investigação imediata por traição à pátria a todos aqueles que se dobraram à declaração do mal chamado Grupo de Lima”. As condenações para esse crime podem chegar a 30 anos de prisão.

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PERSONAGEM

Foto – Divulgação

Mafalda é uma menina que não se cala nunca, mas o que a torna uma feminista é que acima de tudo acredita na equidade.

Mafalda é uma personagem que nasceu há mais de 50 anos, mas as suas reflexões não deixam de ser atuais. Desde sua concepção, Mafalda tem é reflexiva e combativa em questões como maternidade, guerra e infância.

Mafalda: Femenino Singular é a nova compilação das tirinhas de Quino da editora espanhola Lumen, que pretende mostrar o que faz da personagem um ícone da luta das mulheres.

Lola Albornoz, editora da Lumen e responsável pela antologia, explica a Verneque a ideia desta seleção surgiu com a imagem de Mafalda em faixas durante a manifestação feminista de 2018 na Espanha.

O editor do livro diz que a primeira coisa que se pensa sobre Mafalda é que representa a menina que não para de protestar e desafiar o status quo, mas, para Albornoz, o feminismo nas tirinhas não é tão simples: “Mafalda, sua mãe, e [suas duas amigas] Susanita e Libertad nos ajudam a ver que há muitos tipos de feministas e mulheres. Se Mafalda é o estado reivindicativo do feminismo recente, sua mãe e Susanita são as mulheres no passado. E Libertad vem de uma família em que a mãe trabalha e sua visão é completamente futurista “.

Entre cerca de 2.000 tirinhas publicadas por Quino desde 1963, Albornoz diz que não foi difícil encontrar material suficiente para dedicar um volume de 140 páginas às reflexões de Mafalda sobre o papel das mulheres e críticas ao machismo de seu entorno.

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EU QUERO, QUERO E QUERO…

O presidente americano Donald Trump e a sua obsessão sobre a construção do muro com o México, parece sem precedentes na história americana.

Enquanto bate o pé para conseguir a liberação de quase 6 bilhões de Dólares para a obra, milhares de funcionários públicos americanos estão sem receber seus salários e milhões de pessoas sem benefícios.

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TEMPO, TEMPO

Foto – Divulgação

Nevas pesadas continuaram a cair na quinta-feira, 10/01, em partes da Áustria e do sul da Alemanha, com vários locais sendo isolados, e as condições devem persistir.

A neve estava causando problemas em outras partes da Europa, incluindo o arquipélago de Salbarg, no Ártico norueguês.

A polícia austríaca disse que um menino australiano de 16 anos morreu em uma avalanche em St. Anton am Arlberg quando esquiava na quarta-feira com sua família.

Na vizinha Eslováquia, o serviço de resgate na montanha disse que um homem de 37 anos foi morto em uma avalanche nas montanhas de Mala Futra, informou a AP.

Isso elevou para 16 o total de mortes causadas pela queda de neve na Europa na última semana.

Várias ferrovias nos Alpes foram fechadas devido à neve, caminhões e carros ficaram encalhados por horas em uma estrada no sul da Alemanha e as escolas foram fechadas em partes da Baviera.

As estradas foram fechadas em vários lugares, embora em Gaulter, no oeste da Áustria, onde uma enorme avalanche matou 31 pessoas em 1999, elas foram reabertas na quinta-feira.

Na República Tcheca, cerca de 9.000 residências ficaram sem eletricidade na quinta-feira após a queda de neve nas regiões de fronteira com a Áustria e a Alemanha.