NOTÍCIAS INTERNACIONAIS – Juan Guaidó Foto – Juan Barreto/AFP – O opositor Juan Guaidó, reconhecido por meia centena de países como presidente interino da Venezuela, advertiu no domingo (10/2) os militares que impedir a entrada da ajuda humanitária os tornam “quase genocidas”, porque se trata de um “crime contra a humanidade”…

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CINEMA

Sede da Berlinale na praça Potsdamer Platz, na capital alemã

As mulheres terão destaque especial na 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Veja aqui as principais informações sobre o festival.

A abertura

Um filme da diretora dinamarquesa Lone Scherfig marcou a abertura da 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. O longa The Kindness of Strangers (a bondade entre estranhos, em tradução livre), uma coprodução entre a Dinamarca e o Canadá, conta a história de quatro pessoas em um inverno frio em Nova York. Entre os atores estão Zoe Kazan, Tahar Rahim, Andrea Riseborough e Bill Nighy. Scherfig, que já levou o Urso de Prata em 2001, é uma das sete diretoras cujos filmes concorrem no festival este ano.

A Berlinale, como o festival é conhecido, transcorre de 7 a 17 de fevereiro na capital alemã.

A competição

Dezessete filmes concorrem em 2019 ao Urso de Ouro e ao Urso de Prata. Entre os concorrentes mais famosos estão obras do francês François Ozon, da espanhola  Isabel Coixet, da polonesa Agnieszka Holland e do chinês Zhang Yimou. Também os filmes de Wang Quan’an, da China, que ganhou o Urso de Ouro em 2017, e de Emin Alper, da Turquia, ambos críticos dos regimes em seus países, são aguardados com expectativa.

Participação brasileira

O Festival de Cinema de Berlim terá 12 filmes brasileiros, sendo um na mostra principal, mas fora de competição: Marighella, de Wagner Moura, com Seu Jorge, Adriana Esteves e Bruno Gagliasso entre os protagonistas. Trata-se de uma cinebiografia de Carlos Marighella, guerrilheiro brasileiro assassinado pela ditadura militar em 1969.

Já o curta-metragem Rise, de Bárbara Wagner e Benjamim de Burca, concorre na categoria Berlinale Shorts. A coprodução brasileira, canadense e americana foi rodada em Toronto, no Canadá e acompanha uma comunidade de jovens artistas em um ato de autoempoderamento através de música e poesia.

Os demais participantes brasileiros na Berlinale 2019 são:

  • Divino Amor, de Gabriel Mascaro, em que Dira Paes faz o papel de uma evangélica cuja missão é reaproximar casais em crise. Trata-se de uma coprodução entre Brasil, Uruguai, Chile, Dinamarca, Noruega e Suécia.
  • Estou me guardando para quando o carnaval chegar, de Marcelo Gomes, sobre o trabalho duro dos habitantes de um polo têxtil para poderem pular carnaval.
  • Greta, de Armando Praça, em que Marco Nanini revisita a peça Greta Garbo, quem Diria, foi parar no Irajá.
  • Chão, de Camila Freitas, é um documentário sobre o MST.
  • Querência,de Helvécio Marins Jr., uma coprodução Brasil-Alemanha, sobre um vaqueiro que tenta reorganizar a vida após ter seu gado roubado.
  • A rosa azul de Novalis, de Gustavo Vinagre, é um docudrama sobre a luta de homem soropositivo para sobreviver.
  • Espero tua (re)volta, de Eliza Capai, sobre as ocupações estudantis em São Paulo, em 2015.
  • Breve história del Planeta Verde, de Santiago Loza, uma coprodução entre Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha. O filme sobre amizade incondicional enfoca a busca por um alienígena.
  • La arrancada, de Aldemar Matias, é uma coprodução com França e Cuba, sobre uma garota dividida entre permanecer na ilha ou seguir o irmão no exterior.
  • Ensaio, de Tamar Guimarães, coprodução entre Brasil e Dinamarca, em que uma jovem negra é convidada por uma fundação de arte para apresentar uma adaptação cênica de As memórias póstuma de Brás Cubas.

Os alemães

Um dos destaques entre os cineastas alemães, que tradicionalmente têm forte representação na Berlinale, é Fatih Akin, que já recebeu vários prêmios em Berlim, Cannes e o Prêmio do Cinema Europeu. Akin apresenta Der goldene Handschuh (A luva de ouro, em tradução livre), a história de um feminicida em Hamburgo nos anos 1970. Na concorrência, estão ainda Angela Schanelec e Nora Fingscheidt, entre outros.

O júri

O júri principal será presidido pela atriz francesa Juliette Binoche. Nascida em Paris em 1964, Binoche ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1997 por O paciente inglês, desempenho pelo qual também foi premiada em Berlim. Ao seu lado estarão ainda a atriz alemã Sandra Hüller, a atriz e produtora britânica Trudie Styler, o americano Justin Chang, crítico de cinema do Los Angeles TimesRajendra Roy, curador do Museu de Arte Moderna de Nova York, e o diretor chileno Sebastián Lelio.

Estreias mundiais

O Festival de Cinema de Berlim terá diversas estreias alemãs, europeias e internacionais. A adaptação em duas partes da vida do poeta Bertolt Brecht, com direção de Heinrich Breloer, deve atrair atenção especial. Outros destaques são os documentários sobre o fotógrafo Peter Lindbergh, o ator Mario Adorf e a banda alemã de rock Die Toten Hosen. Merece atenção também o documentário americano Watergate – Or: How We Learned to Stop an Out of Control President, dirigido por Charles Ferguson.

Cinema Novo

Este ano serão exibidos 39 filmes no Fórum Internacional do Cinema Novo, ou simplesmente “Forum”. Esta categoria da Berlinale acolhe tradicionalmente “filmes que arriscam, mostram uma atitude e não aceitam compromissos”, ou seja, um cinema político e socialmente empenhado que, por vezes, assume formas cinematográficas não convencionais.

O lema do Forum este ano poderia ser “literatura”, porque muitos filmes são baseados em formas escritas, cartas ou poemas, como o austríaco Die Kinder der Toten (em tradução livre, os filhos dos mortos), inspirado no livro de mesmo nome da Nobel de Literatura Elfriede Jelinek. Outro destaque no Forum é o filme do Lesoto em preto e branco Mother, I Am Suffocating. This is my last Film About You (Mãe, estou sufocando. Este é o meu último filme sobre você).

Panorama

Outra seção especial da Berlinale é a mostra Panorama, a segunda mais importante do festival, que vai apresentar 45 filmes de 38 países. De acordo com o festival, Panorama oferece em 2019 um programa “controverso, político e desafiador” no qual “com um número impressionante de filmes, as pessoas tentam deixar para trás sistemas influenciados pelo exterior e opressão”. Também no Panorama deste ano serão  exibidos muitos filmes feitos por mulheres e sobre mulheres. Um destaque especial são retratos de artistas mulheres de todas as partes do mundo.

Retrospectiva

Da mesma forma, a grande mostra cinematográfica histórica que integra a Berlinale a cada ano e atrai espectadores de todo o mundo, em 2019 também será dedicada às mulheres diretoras. “Autodeterminação. Perspectivas das cineastas” é o nome da mostra com 26 longas e documentários feitos nos dois Estados alemães de 1968 a 1999. O Novo Cinema Alemão não teve apenas grandes diretores, como Rainer Werner Fassbinder, mas também mulheres, como May Spils e Ula Stöckl.

Premiação

Urso de Ouro, prêmio principal da Berlinale

Os Ursos de Ouro e de Prata serão entregues no sábado, dia 16 de fevereiro. No ano passado, o prêmio principal ficou com “Touch me not”, da romena Adina Pintilie, de 38 anos. Os Ursos de Prata distinguem atores e diretores. E há ainda os prêmios honoríficos: este ano, a atriz britânica de cinema e teatro Charlotte Rampling, que ficou famosa com obras como O porteiro da noite (1974) e 45 anos (2015), recebe o Urso Honorário de Ouro.

O prêmio honorífico Berlinale Kamera será dado à cineasta belga Agnès Varda, de 90 anos, pioneira da Nouvelle Vague.

Dieter Kosslick

Após quase duas décadas, chega ao fim a era de Dieter Kosslick na direção do festival. Nascido em 1948 em Pforzheim, no sudoeste da Alemanha, Kosslick começou nessa função em 2001 e deixou sua marca no festival. Seus maiores méritos no cargo são o fortalecimento do filme alemão na Berlinale e a diversidade da programação. Nos últimos anos, no entanto, Kosslick tem sido frequentemente criticado pela falta de qualidade artística da competição.

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MEDICINA

Jujuy, uma província que faz fronteira com a Bolívia, de pouco mais de 700.000 habitantes, será a primeira da Argentina a cultivar sem restrições legais maconha para uso medicinal.

O Governo local conseguiu a autorização nacional para importar sementes e iniciar testes piloto em uma fazenda de propriedade pública, passo anterior à elaboração e distribuição do óleo da cannabis.

Para isso criou a empresa pública Cannabis Avatãra, a primeira de seu tipo no país. Outra empresa, mas privada, a norte-americana Green Leaf International, subsidiária da Player Networks, colocará a experiência e 100% do dinheiro necessário para financiar o projeto.

O Congresso argentino aprovou em março de 2017 uma lei que autoriza o uso medicinal da maconha. Limitou as permissões ao tratamento da epilepsia refratária e como, ao mesmo tempo, manteve a proibição do cultivo próprio, habilitou sua importação até o Estado reunir condições de produzi-lo. Como o Estado não pareceu muito interessado em avançar na produção nacional do óleo, os pacientes ainda devem pagar 400 dólares (1.490 reais) por uma garrafa de 100 mililitros de óleo, suficientes, no melhor dos casos, para um mês de tratamento. O valor supera em quase 90 dólares (330 reais) o salário mínimo de um argentino e força os pacientes a cultivar por conta própria, correndo o risco de ser condenados a até 15 anos de prisão, e recorrer ao mercado clandestino. Lá, o preço baixa para até 40 dólares (150 reais), mas por um medicamente sem controle algum e eficiência imprevisível.

O Governo de Jujuy prometeu que com a Cannabis Avatãra cumprirá o capítulo da lei que habilita a produção nacional de óleo de cannabis.

O projeto de Jujuy teve todo o apoio do governo de Mauricio Macri, fundamental para a aprovação das autoridades de saúde e permissões fiscais. Nessa semana, o ministério de Segurança deu o sinal verde ao uso de até 15 hectares da fazenda El Pongo, de propriedade pública, onde serão plantadas as primeiras sementes antes da experiência em grande escala.

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ENTREVISTA

United Nations Venezuela

Foi o czar do petróleo venezuelano por mais de uma década. O ex-presidente da estatal PDVSA e ministro do Petróleo, Rafael Ramírez (Pampán, 55 anos) defende sem nuances o legado de Hugo Chávez.

Seu sucessor, Nicolás Maduro, nomeou-o vice-presidente econômico, mas o ex-dirigente rompeu definitivamente com seu Governo em 2017.

Agora está em um lugar na Europa que, por segurança, prefere não revelar. Em entrevista a EL PAÍS, pelo Skype, ele ataca “o desvio do regime” e rejeita acusações de corrupção feitas contra ele tanto pelo partido no poder como pela oposição.

Pergunta. O que se passa na Venezuela? E por quê?

Resposta. O país está à beira de um abismo, fundamentalmente porque a situação de Maduro é insustentável. Ele fez com que se reunissem todos os elementos da tempestade perfeita. Violou a Constituição, abusou de seu poder, tornou-se um Governo autoritário, fechou todas as válvulas do jogo democrático, agiu com muita violência e também tem sido incapaz de administrar o Governo, em particular a economia. Cumpriu seu propósito de destruir a PDVSA e não percebeu que a PDVSA derruba governos, que é o eixo fundamental de nossa economia: 96% de nossa renda vem do petróleo. Acho que estamos diante de uma situação séria, um país com dois presidentes autoproclamados e ambos violando a Constituição.

  1. O senhor o viu agir de perto. O que Maduro tentará fazer para se manter?
  2. Eles perderam o fervor popular, ninguém os apoia. As pessoas vão forçadas para as manifestações. Especialmente entre os funcionários do setor público, há algumas listas de perseguição. São feitos chamados, enviados emails. É evidente que o setor majoritário, pelo menos na rua, está, eu não diria que a favor de Guaidó, embora, é claro, ele canalizou tudo isso, mas, principalmente, a favor da saída de Maduro, de que ele deixe o país. Tudo o que lhe resta é continuar recorrendo à repressão e se escondendo atrás das calças das forças armadas.
  3. Existe a possibilidade de que a cúpula militar o abandone?
  4. Eu conheço a maioria dos oficiais que estão à frente, não tanto na cúpula, mas nos comandos militares, que são realmente os que têm o controle das tropas. Eles estão impregnados de uma doutrina muito constitucionalista. Depois do golpe de Estado de 2002, Chávez conseguiu desterrar o golpismo das forças armadas, mas nossos rapazes sabem que a Constituição não pode ser violada e acho que em algum momento, enquanto o jogo político continuar trancado, eles vão perceber que têm de dar um passo à frente e restaurar o fio constitucional, como fizeram em 2002. Não têm motivo para se imolarem defendendo Maduro porque ele não só está agindo fora da Constituição, mas cometeu graves violações dos direitos humanos.
  5. P. O senhor conheceu ambos, Chávez e Maduro. A que atribui esse desvio?
  6. R. Maduro se autoproclamou como filho de Chávez e começou a fazer exatamente o oposto. Sustento que uma coisa é o ‘madurismo’ e outra, o chavismo. Mas é preciso ver os fatos. Destruiu nossa indústria de petróleo, é culpa dele, sua responsabilidade, e destruiu em menos de quatro anos. Destruiu nossa economia. Além disso, Maduro, especialmente depois do seu anúncio de 16 de agosto, tentou implantar à força um pacotãoeconômicoque seria a inveja de qualquer programa neoliberal no mundo. Não há paixão, as pessoas sabem que Maduro não representa Chávez. O que aconteceu é que ele investiu muito dinheiro para estabelecer mecanismos de controle social, o que Chávez nunca teria feito, como a questão da caixa CLAP [Comitês Locais de Abastecimento e Produção], o tema do chamado cartão da pátria, os bônus. Criou uma estrutura que nada tem a ver com o chavismo.
  7. P. O senhor foi acusado de corrupção na PDVSA.
  8. R. É evidente que é uma perseguição. Lá coincide o madurismo com a extrema direita e, me atacando, atacam a gestão do petróleocom o presidente Chávez. Comecei a receber acusações de Maduro no mesmo momento em que rompi politicamente com seu Governo. Por outro lado, a PDVSA é gigantesca, mais de 324 empresas e subsidiárias com uma organização muito complexa, e ninguém pode assumir que eu seja responsável pelo que qualquer presidente dessas subsidiárias ou qualquer gerente faz. Esse é um princípio de governança corporativa. Nossa empresa é a empresa mais auditada da Venezuela. Essas pessoas não encontram nada que me incrimine. Neste momento, há mais de 100 gerentes sequestrados, não têm direito a julgamento, não tiveram sequer uma audiência. Pessoas que estão presas há mais de cinco anos sem uma audiência. Deixaram Nelson Martínez
  9. P. Então o senhor admite que o espólio da petroleira começou durante sua gestão, embora não estivesse ciente?
  10. R. É uma questão que não é exclusiva da PDVSA, e não é exclusiva do período chavista. Vejamos, o que aconteceu com o controle do câmbio? O grande desfalque do país tem sido no sistema de câmbio, no sistema de importações, nos Ministérios das Obras Públicas e Infraestrutura.
  11. P. A gasolina pode se esgotar depois das últimas sanções dos EUA?
  12. R. As sanções norte-americanas realmente não deveriam ter um impacto muito alto sobre a PDVSA se esta estivesse bem administrada. Agora está produzindo menos de um milhão de barris. Desse milhão, 200.000 são para o mercado interno e 800.000 para exportação. Desse modo, com os empréstimos e dívidas com a ChinaRússia, basicamente, 350.000 barris vão para o mercado norte-americano. Isso pode ser colocado tanto no mercado de petróleo pesado na Índia, na China, em qualquer lugar. Não deveria ser um problema. O que é realmente um problema é que, enquanto se faz um discurso anti-imperialista, 80% dos combustíveis e da nafta são importados dos EUA. Isso, sim, vai ser um problema. Nosso país tem cerca de 10, 12 dias de reservas, mas enquanto as refinarias estiverem operando. O problema é que estão com capacidade máxima de 30%.

Ramírez faz um parêntese depois de criticar qualquer plano de privatização da empresa. “Quero aproveitar para agradecer ao povo espanhol pela forma como acolheram milhares de venezuelanos”, diz. “Conheço de maneira direta a atitude do povo espanhol que, ao contrário do comportamento de outros países da região, acolheu os venezuelanos com carinho. Meu agradecimento ao povo espanhol e às suas instituições.”

  1. P. Haverá uma transição?
  2. R. Primeiro Maduro tem que sair. Não só porque tem um plano próprio, mas também porque age ilegalmente. Ele também se autoproclamou presidente com base em eleições preparadas por ele para que ele ganhasse. É uma eleição arranjada por Maduro. Ele tem que sair porque está destroçando o país e continuará destroçando o país, e seu tempo acabou. Maduro vem enganando o país há cinco anos. Não tem ideia de como sair deste abismo. A oposição da extrema direita Sozinhos não poderão reerguer o país. Neste momento, o dano é tão profundo que precisaremos de um acordo de unidade nacional baseado em cerca de dez pontos sobre os quais concordemos para que possamos coletivamente reerguer o país e depois ir às eleições. O país não está pronto para eleições amanhã. Há quatro milhões de venezuelanos fora do país, não há institucionalidade, não há CNE [Conselho Nacional Eleitoral], não há poder. Maduro não vai deixar o poder, tampouco Guaidó, porque o grupo que representa Guaidó jogou antecipadamente com seus próprios partidários da oposição.
  3. P. O senhor defende Chávez mas, segundo seu relato, ele errou em pelo menos uma coisa, que foi nomear Maduro como sucessor.
  4. R. Sem dúvida.
  5. P. O que aconteceu?
  6. R. Eu estava lá. Fui testemunha da enorme pressão exercida pelos cubanos para deixar Maduro no poder.
  7. P. É possível que um setor pragmático vire as costas para ele?
  8. R. Não acredito que façam alguma coisa. Estão determinados a impor seu modelo, que não sei como chamá-lo, porque não é de esquerda, não é socialista e tampouco é capitalismo avançado.
  9. P. Gostaria de voltar à linha de frente da política?
  10. Claro. É o que quero. Se Maduro me deixasse caminhar pelas ruas do meu país, pelos setores petrolíferos, falar com as pessoas, retomaria o controle que ele agora tem do chavismo. Não é capaz de ir a um debate comigo.

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É CRIME

O opositor Juan Guaidó, reconhecido por meia centena de países como presidente interino da Venezuela, advertiu no domingo (10/2) os militares que impedir a entrada da ajuda humanitária os tornam “quase genocidas”, porque se trata de um “crime contra a humanidade”.

 

“Isso tem responsáveis e que o regime saiba disso. É um crime contra a humanidade, senhores das Forças Armadas”, disse Guaidó à imprensa, depois de assistir a uma missa em Las Mercedes, a leste de Caracas, com sua esposa Fabiana Rosales e seu bebê de 20 meses.

Guaidó, chefe do Parlamento de maioria opositora, garantiu que os militares se tornam “vitimizadores” e “quase genocidas”, por “ação” quando “matam” jovens que protestam e “por omissão” quando “não permitem ajuda humanitária”.

O líder opositor reiterou sua convocação para uma passeata na terça-feira, 12/02, Dia da Juventude, em memória dos mortos – cerca de 40 em tumultos desde 21 de janeiro, segundo a ONU -, e para exigir que a ajuda seja permitida.

Medicamentos e alimentos enviados pelos Estados Unidos permanecem há três dias em armazéns do centro de coleta instalado em Cúcuta, Colômbia, perto da ponte fronteiriça de Tienditas, bloqueada por militares venezuelanos com dois contêineres e uma cisterna.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro afirma que a “emergência humanitária” é “fabricada por Washington” para “intervir” no país petrolífero, descreve como “show político” o envio de ajuda e culpa as sanções dos Estados Unidos pela escassez de alimentos e medicamentos.

“Eu entendo que o regime se negue a reconhecer a crise que eles geraram, mas nós, venezuelanos, estamos trabalhando duro para cessar a usurpação (de Maduro no poder) e abordar esta emergência”, disse Guaidó, diante de um grande grupo de jornalistas e apoiadores.

Na pior crise de sua história moderna, a Venezuela sofre com a escassez de produtos básicos e hiperinflação. Fugindo do desastre, cerca de 2,3 milhões de venezuelanos emigraram desde 2015, segundo a ONU.

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PARTIDO

Foto – Reprodução

Agora é oficial: Louis Spencer, o primo gato do príncipe Harry que roubou a cena no casamento dele com Meghan Markle, em maio do ano passado, é o solteiro “real” mais cobiçado do mundo.

O título que já pertenceu ao sexto na linha de sucessão da rainha Elizabeth II foi dado ao jovem de 24 anos pela revista “Tatler”, a bíblia dos endinheirados do Reino Unido, em sua última edição.

Pra quem não sabe, Louis tem seu próprio pedigree real – visconde desde o nascimento, ele se tornará conde Spencer quando seu pai, Charles Spencer, o único irmão da princesa Diana, partir dessa para uma melhor.

Mas o bonitão não é o único sangue azul no levantamento da publicação britânica, que considerou também como excelentes partidos o príncipe Mateen de Brunei (27 anos), o príncipe Nikolai da Dinamarca (19), o marquês de Worcester (30), o marquês de Granby (19), e o príncipe Constantine Alexios da Grécia (20).