NOTÍCIAS DE RORAIMA – Foto: Eduardo Andrade – Já a primeira coronel-bombeira militar do Brasil, Vanísia Santos, ministrou a palestra Relação Poder e Gênero, na qual citou os desafios no trabalho das mulheres dentro das corporações Brasil afora e falou das conquistas, principalmente com a criação do Conselho das Bombeiras…

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BOLETIM IFRR

O Campus Avançado Bonfim está com inscrições abertas para o curso gratuito de Formação de Elaboração de Salas virtuais no Ambiente Moodle, de 30 horas. As inscrições ocorrem até 12 de março, de 8h às 12h e das 13h às 17h, na Coordenação de Extensão da unidade, que funciona na Escola Estadual Argentina Castelo Branco.

Destinado aos servidores do CAB, com vistas ao fortalecimento de competências para utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle, no entanto pode ser ampliado aos professores das redes estadual e municipal, caso haja vagas remanescentes. No total, são oferecidas 25 vagas.

Para inscrição, os interessados devem preencher a ficha de inscrição no local, com nome, CPF, e-mail e contato telefônico. Caso não seja servidor do IFRR, deve apresentar uma declaração da escola em que trabalha liberando-o para fazer o curso.

A capacitação está dividida em dois momentos: o primeiro, presencial, com 12 horas-aula divididas em três encontros de quatro horas; o segundo, a distância, com duração de 18 horas. Os três encontros presenciais ocorrem no laboratório de informática do campus, nos dias 14, 21 e 28 de março, de 14h às 18h, e têm o apoio da Diretoria de Políticas de Educação a Distância (Dipead).

O participante também vai implementar uma sala no ambiente virtual, desenvolver habilidades da prática de produção e ajustes em uma simulação de sala de aula virtual.

Para que o processo de ensino-aprendizagem flua de forma significativa nas interações professor-aluno, pode-se dizer que o design do material consiste em um dos aspectos essenciais.

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BOLETIM TJRR

Na Semana da Mulher, alusiva ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, além das estatísticas que têm mostrado ano após ano o aumento de casos e denúncias relacionadas à violência contra mulher em Roraima, é necessário por em discussão como mudar essa realidade e o que tem sido feito pelos órgãos de proteção e garantia de direitos.

Para a titular da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima), juíza Maria Aparecida Cury, a situação de Roraima não é muito diferente do cenário nacional em relação à violência contra a mulher, ficando em maior evidência devido ao tamanho da população que é menor que a maioria dos estados do Brasil.

Mas para ela, existe algo que deve ser aplicado em todos os lugares para a mudança dessa realidade esta marcada pela violência contra a mulher, que é um problema social e não apenas de mulher. Para a magistrada, é necessário discutir igualdade de gêneros.

“Vivemos em uma sociedade machista e uma lei, punições apenas não vão mudar essa situação. É necessário uma mudança de cultura. Trabalhar a base fundamental. Precisamos discutir violência de gênero nas escolas e as pessoas têm que entender de uma vez por todas que igualdade de gênero nada tem a ver com ideologia de gênero, orientação sexual. O problema é que não enxergam isso e se não entendem, como vamos sair deste ranking”, argumentou, lamentando que o MEC (Ministério da Educação) esteja atualmente determinando uma caminho inverso às escolas, proibindo desse tipo de abordagem.

Em Roraima, ela destaca que esse trabalho vem sendo realizado por meio do programa Maria Vai à Escolaque desenvolve um projeto pedagógico junto às crianças da rede municipal de ensino, em que as professoras selecionadas e treinadas, abordam diferentes temas, todos com foco no respeito.

Segundo ela, gestores das escolas já se manifestaram sobre os resultados que influenciam inclusive, no comportamento dentro das próprias unidades de educação da rede municipal.

Mulheres têm rede de atenção no judiciário estadual

E o Poder Judiciário de Roraima atua em todas as frentes no atendimento às mulheres vítimas de violência. Além da prevenção, desenvolvida por meio do trabalho do programa Maria vai à escola, realizado junto á crianças da rede municipal de ensino, o TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima) disponibiliza uma estrutura preparada para lidar com esses casos.

A titular da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Maria Aparecida Cury, informou que na Capital Boa Vista existem dois juizados, o 1o e o 2o Juizado de Combate à Violência Doméstica. E no Interior, cada juiz das Comarcas tem a competência para trabalhar esses casos.

Segundo ela, em Roraima as decisões relacionadas a Medidas Protetivas de Urgência, na maioria dos casos, são emitidas em até 24 horas.

Além da prioridade na emissão das decisões dessas medidas, a magistrada destacou ainda o trabalho que é desenvolvido pós início do processo junto ao judiciário.

“Temos a Patrulha Maria da Penha que visa o acompanhamento da medida e o trabalho é desenvolvido em parceria com a Guarda Municipal. E também disponibilizamos uma equipe multidisciplinar, que faz contatocom a mulher e com o homem para providenciar os encaminhamentos, dependendo de cada caso. Essa equipe visa identificar as necessidades como problemas de vulnerabilidades sociais, envolvimentos com álcool e drogas, entre outros, e dependendo da situação, desenvolve até um trabalho mais aprofundado com um estudo de caso para o encaminhamento mais adequado”, detalhou, lembrando de casos como de mulheres que precisavam fazer ligamento de trompas ou até foram enquadradas em programas de moradias, depois das análises da equipe.

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BOLETIM OABRR

Diariamente, o público feminino vem conquistando seu espaço, em cargos antes ocupados somente por homens. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Roraima (OAB-RR) conta com 74 membros, sendo 60% da sua composição por mulheres advogadas.

A vice-presidente da Seccional, advogada Clarissa Vencato, ressalta que historicamente é ínfima a participação feminina nos atos decisórios e nas atividades da Ordem. Tanto no que se refere a OAB Nacional, quanto no caso da Seccional Roraima. Desde que a Ordem dos Advogados do Brasil foi criada em 1930, houve 531 presidentes de Seccionais e apenas nove foram mulheres nas 27 unidades da Federação.

Após 2014 quando foram aprovadas as cotas de gênero pelo Governo Federal, houve uma maior inclusão de mulheres nos cargos eletivos e conselhos da OAB, estabelecido quanto à cota de 30% para advogadas e 70 para advogados.

A OAB/RR tem como uma de suas bandeiras, a defesa da igualdade de gênero, bem com a defesa das prerrogativas da Advocacia.

Para a presidente da Comissão da Mulher Advogada da Seccional, Francenne D’Águiar, o momento é de trilhar o caminho no que diz respeito à paridade de diálogo, de argumentação para a ocupação cada vez maior de espaços.

O presidente da OAB/RR, Ednaldo Vidal, destaca que a Seccional é formada por profissionais independentemente de ideologias, gêneros, tempo de atuação, pequenos ou grandes escritórios. O compromisso maior é de lutar por total garantia das prerrogativas da advocacia em todo o Estado e as políticas voltadas às mulheres advogadas.

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BOLETIM CAARR

Foto – Divulgação

A entrega das novas carteiras de associados da Caixa de Assistência dos Advogados de Roraima (CAARR) foi realizada durante a solenidade de recepção aos 28 novos bacharéis em Direito aprovados na prova da OAB e inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Roraima.

Segundo o presidente da CAARR, Ronald Rossi Ferreira, todos os 28 novos inscritos, incluindo seus dependentes, podem se associar a Caixa de Assistência dos Advogados de Roraima (CAARR).

O presidente, durante a solenidade, fez uma apresentação formal da Caixa de Apoio e explicou as vantagens de se associar.

Atualmente a CAARR dispõe de mais de 200 convênios (Educação, Saúde, Esporte, Alimentação, Lazer, Vestuário, etc.) que oferecem descontos que chegam até 50% para associados e dependentes da Caixa de Assistência.  Também desenvolve ações nas áreas de saude, esporte e qualificação profissional, apoiando eventos científicos e acadêmicos na área do Direito.

O presidente da OABRR, Ednaldo Vidal, reforçou a contribuição e as vantagens de fazer parte da CAARR.

CAARR

A CAARR é o braço social da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Roraima, incluindo a prestação de atendimento aos advogados em situação de carência sócio-econômica, oferecendo-lhes benefícios.

Além de prestar assistência à advocacia, também se encarrega de prestar convênios médicos, hospitalares, odontológicos, comerciais, no setor de serviços e tantos quantos forem possíveis para oferecer aos advogados condições especiais na utilização desses serviços.

A Caixa de Assistência dos Advogados de Roraima foi criada em 5 de agosto de 1996, funcionando provisoriamente na sede da OABRR. Atualmente tem sede própria localizada na Av. Ville Roy, 1830, Caçari.

Já são mais de 600 associadas/os na Caixa de Assistência, que tem continuamente investido em serviços para melhoria da vida da advocacia e seus dependentes.

A gestão do triênio 2019/2021 é composta pelo presidente Ronald Rossi Ferreira, pela vice-presidente Natália Leitão, pelo secretário Geral Luiz Tavora, pela secretária Geral Adjunta Cintia Schulze e pela diretora Tesoureira Iana Santos.

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A Caixa de Assistência dos Advogados de Roraima (CAARR) disponibiliza a Certificação Eletrônica para seus associados e demais pessoas interessadas.

O Certificado mais o token custam R$ 150, para quem já tem o token o valor é de R$ 95

Desde 2015, a CAARR já emitiu mais de 600 certificados.

O Certificado Digital, além de permitir acesso aos serviços disponíveis pela Receita Federal do Brasil, pode ser utilizado no envio de e-mail autêntico, na assinatura de contratos entre empresas ou pessoas [que possuam certificado digital] e transações bancárias em meios eletrônicos, com alto nível de segurança e maior proteção no acesso aos serviços.

A Certificação digital também é muito útil na atuação da advocacia no Processo Judicial Eletrônico junto ao Poder Judiciário em suas esferas [1ª, 2ª estâncias] e Tribunais [estaduais e federais].

Para adquirir o Certificado precisa agendar o atendimento, no horário das 8h às 10h ou das 14h às 16h, por email (caa.roraima@hotmail.com) ou telefone (3624-2145). Todo o procedimento leva em média uma hora e meia para ser concluído. A sede da CAARR fica Avenida Ville Roy, 830, Caçari.

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BOLETIM ALERR

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado na sexta-feira (8/3), a Assembleia Legislativa realizou a solenidade Mulheres de Destaque, no Plenário Noêmia Bastos, às 9h.

Na ocasião, foram entregues diplomas de reconhecimento para 100 mulheres que desenvolvem trabalhos relevantes em diversos setores no Estado.

A solenidade foi organizada pela Procuradoria Especial da Mulher, órgão do Poder Legislativo.

A cerimônia começou com uma apresentação musical, e às 10h, foi realizada uma palestra sobre Feminismo na Contemporaneidade, ministrada pela professora France Rodrigues. Já a partir das 10h30, serão entregues os diplomas de reconhecimento.

Foram homenageadas mulheres que ocupam cargos de destaque nas áreas da saúde, esporte, agricultura, cultura, comunicação, política, social, segurança e organizações não governamentais.

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Na sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, a Assembleia Legislativa de Roraima homenageou mais de 100 personalidades do Estado com o diploma “Mulher de Destaque”. Além da entrega, o evento foi marcado pronunciamentos com pedidos de respeito e igualdade de gênero.

Foto – Alex Paiva

O evento foi realizado pela Procuradoria Especial da Mulher, no qual foram homenageadas mulheres do Legislativo, Judiciário, e atuantes em áreas como a comunicação, cultura, corporações militares, instituições de ensino superior, esporte, entidades e ONGs (Organizações Não Governamentais) que desenvolvem trabalhos voltados à proteção e valorização da mulher na sociedade.

Agraciada com o diploma, a ex-deputada e fundadora do Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), Marília Pinto, disse que ficou satisfeita por ter sido lembrada e por ver que o trabalho do Centro tem crescido e sido reconhecido no País. “Tive a oportunidade de presenciar a execução de políticas como médica, diretora da maternidade, secretária de Saúde e em outros segmentos. Estive aqui [na Assembleia] por oito anos e surgiu a luta pela igualdade dos direitos das mulheres que é uma matéria ampla e exige a participação de todos os Poderes.”

Com presença ativa no projeto “Educar é Prevenir”, do Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas, a inspetora e membro da Comissão de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Verônica Cisz, afirmou que ter o trabalho reconhecido no Dia da Mulher, valoriza as ações e a instituição. “A gente salva vidas não só em atender um acidente levando para um hospital. A gente salva vidas quando previne e esse projeto [Educar é Prevenir] nos ajuda a fazer isso. É gratificante saber que alguém olha e valoriza o nosso trabalho.”

Deputada anuncia criação de bancada feminina

Durante a solenidade, a deputada Lenir Rodrigues (PPS) anunciou a criação de uma Bancada Feminina, a ser liderada pela deputada Aurelina Medeiros (PODE). “Nós já sentamos e fizemos uma programação #SóElas”, citou.

À frente da Procuradoria Especial da Mulher desde 2015, Lenir Rodrigues enalteceu o apoio e a determinação de cada homenageada em fazer o diferencial em setores diversos da sociedade. “Tivemos um dia de reflexão, principalmente da nossa posição enquanto pessoas que querem defender a causa feminista e ter coragem de enfrentar a ordem preestabelecida”, complementou.

Além de falar sobre os desafios como parlamentar, Lenir Rodrigues pediu mais união entre as mulheres, independentemente de ideologia política ou situação social. “Nós não podemos discriminar umas às outras”.

Palestras abordam feminismo e desafios das mulheres militares

A solenidade “Mulheres de Destaque” não foi só de homenagens. Foi momento de informar a sociedade sobre dificuldades enfrentadas pelas mulheres em vários segmentos. A professora doutora France Rodrigues apresentou a palestra Feminismo na Contemporaneidade e falou sobre o contexto histórico do movimento, o marco para o Dia Internacional da Mulher e a conquista do voto feminino.

Citou que mesmo com avanço dos direitos para as mulheres, as condições ainda são desiguais, pois geralmente em casa a divisão dos trabalhos domésticos não é igualitária. France falou ainda da inequidade salarial. “As mulheres recebem 23% menos que os homens”, lamentou. A violência doméstica também foi mencionada pela doutora. “Não há lugares seguros para as mulheres”, acrescentou.

Já a primeira coronel-bombeira militar do Brasil, Vanísia Santos, ministrou a palestra Relação Poder e Gênero, na qual citou os desafios no trabalho das mulheres dentro das corporações Brasil afora e falou das conquistas, principalmente com a criação do Conselho das Bombeiras.

As fotos do evento estão disponíveis na fanpage da Assembleia Legislativa no Facebook (https://www.facebook.com/ale.roraima

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A deputada Ione Pedroso (Solidariedade), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, propôs uma Moção de Repúdio à violência contra mulher. A iniciativa foi motivada pelo alto índice de agressões contra a população feminina em todo o Brasil, em especial em Roraima, que está no topo do ranking de estatísticas de relacionadas à violência de gênero.

“Como mulher, parlamentar e vice-presidente da Comissão da Mulher, não posso me calar diante desta agressão que muitas mulheres sofrem todos os dias, principalmente dentro de casa, um local que deveria ser seguro”, justificou Ione Pedroso.

Com base no relatório da organização não-governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), a parlamentar lembra que em Roraima as taxas de homicídios de mulheres cresceram em até 139% entre os anos de 2010 e 2015. Neste último ano, de cada 100 mil mulheres, 11,4 foram mortas.

O número é considerado alarmante, uma vez que a média nacional é de 4,4 homicídios para cada 100 mil mulheres. “Como observa-se, Roraima é considerado o Estado mais letal para mulheres e meninas no Brasil. É contra qualquer tipo de violência empregada contra a mulher é que faço a presente moção de repúdio”, reforçou Ione.

Na propositura, a deputada destaca as diversas formas de violência contra a mulher, como as pressões psicológicas, maus-tratos físicos, espancamentos, piadas, cantadas, humilhações, acusações, calúnias, assédio sexual, estupro e assassinato.

Ela afirma que a violência contra mulher perdura nos diferentes grupos da sociedade, pondo vidas em perigo e violando direitos. “Embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha, ainda assim, hoje, contabilizamos 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime”, afirma a deputada ao citar os dados do Mapa da Violência, correspondente ao ano de 2015.

Aplausos

A parlamentar propôs ainda uma Moção de Aplausos às mulheres de Roraima. Ao relembrar fatos trágicos que originaram a data, Ione frisou que apesar de várias conquistas ao longo da história, como maior representatividade na sociedade, no parlamento e no mercado de trabalho, as mulheres ainda enfrentam barreiras. “Persistem a violência, a desigualdade, além das discriminações vivenciadas no cotidiano. Através dessa moção me dirijo a todas as mulheres para parabeniza-las”.

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Foto – Alex Paiva

Ela prefere não ser identificada, mas aceitou contar um pouco do relacionamento abusivo vivido durante 12 anos. A história do casal começou ainda na época da escola, quando ela tinha 17 anos. Sem dar muitos detalhes, ela conta que a primeira agressão física aconteceu depois de eles casarem e terem o primeiro filho. “Ele pediu desculpas e disse que aquilo não ia se repetir”, relembrou.

O agressor até deixou de agredi-la fisicamente, mas passou a lhe atacar psicologicamente, tipo de violência mais comum contra as mulheres e igualmente grave. Ele dizia que ela estava acima do peso, e passou a controlar o dinheiro dela a ponto de vender a motocicleta dela sem avisar, deixando-a sem transporte. “Eu brigava mas acabava cedendo, de alguma forma. Às vezes eu pensava que tinha o controle da situação, só que todo esse tempo era ele”, refletiu.

Ela não entendia que estava sofrendo violência doméstica. A percepção dela começou a mudar ao notar que o seu filho estava adquirindo comportamentos agressivos como o do pai. “O que ele falava para mim, falava também para o meu filho. A partir daí, comecei a olhar [a situação] com outros olhos.”

Outro momento em que ela percebeu que a vida com o companheiro não era normal foi quando precisou acompanhar a irmã – que também era vítima de violência doméstica – em atendimentos no Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher). Durante os atendimentos, ela entendeu o que era a violência doméstica e que existe uma legislação de proteção às vítimas. Ao contrário dela, a irmã ainda sofre a violência doméstica até hoje.

Pedir ajuda nem sempre é fácil

A decisão de procurar ajuda no Chame não foi fácil. Antes de entrar no prédio, ela chorou por vários minutos e reuniu as últimas forças para reconhecer, depois de 12 anos, que era vítima de violência. No centro ela foi recebida por uma psicóloga e assistente social onde foi acolhida e orientada.

Depois deste primeiro contato, ainda morando na mesma casa do agressor, as brigas aumentaram, momento em que ela chegou a ser proibida de visitar os familiares e passou a sofrer ameaças. “Ele dizia que eu não sabia o que ele era capaz de fazer. (…) Chegou ao ponto que eu dormia trancada. Colocava cadeira na porta, com medo de ele entrar e fazer alguma coisa comigo”, disse, visivelmente constrangida.

Depois da separação, ela relembra que um dia o ex-marido chegou de surpresa convidando para visitar uma chácara da irmã dele. Pelo comportamento que ela considerou diferenciado, ela acredita que, naquele dia, ele planejava cometer um homicídio e ao perceber que algo estava estranho, rejeitou o convite. “Meu filho se trancou no quarto com medo. Se eu tivesse ido, ele teria me matado. Eu vi nos olhos dele, que iria me matar.”

A vida após a denúncia

Com ajuda do Chame, aos poucos ela foi se reerguendo. Ela solicitou na Justiça uma medida protetiva, e voltou para a faculdade, o que era impedida antes. “A partir do momento em que eu não deixei mais ele dominar a minha mente, eu comecei a ter forças para romper esse ciclo.”

As marcas da violência são fortes e a superação é um processo que precisa de ajuda profissional. A assistente social do Chame, Lielma Tavares, acompanhou a vítima desde o começo e relembra que a vítima era uma mulher visivelmente infeliz. “O semblante dela mudou. A transformação foi de dentro para fora. Ficamos felizes, quando salvamos uma mulher, ao ver que as nossas palavras mudam vidas.”

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Uma comitiva formada por onze deputados estaduais participará de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), sobre as obras da linha de transmissão de energia entre Roraima e Amazonas, o chamado Linhão de Tucuruí. O evento será realizado nesta segunda-feira (11), a partir das 9h, e busca verificar junto às instituições envolvidas quais os entraves para que a obra seja iniciada. O impasse sobre a construção segue desde 2011.

A audiência foi proposta pelo deputado Sinésio Campos (PT-AM), presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás Energia e Saneamento da Aleam. Parte do Amazonas está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), no entanto, alguns municípios ainda dependem de termoelétricas.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jânio Xingu (PSB), explicou que as tratativas para a audiência iniciaram no Parlamento Amazônico, grupo de deputados da Amazônia Legal brasileira voltado para defender os interesses econômicos e sociais da região.

O parlamentar ressaltou que esta é uma bandeira de luta antiga dos deputados estaduais, que já se reuniram inclusive com o ex-presidente Michel Temer, com participação na época de deputados federais e senadores, reivindicando o início das obras. “Vamos levar essa demanda novamente e esperamos tirar frutos disso e sensibilizar as autoridades nacionais para que essa obra se torne realidade, porque já se passaram oito anos e ela nem começou.”

O governo federal afirmou que pretende manter diálogo com as comunidades indígenas afetadas pela construção do Linhão de Tucuruí e que irá transformar a obra em uma questão de “segurança nacional”. No entanto, os parlamentares querem garantir a efetivação desta obra, cuja falta tanto prejudica o povo roraimense.

Roraima é o único estado do Brasil excluído do Sistema Interligado Nacional (SIN) e a população vive uma insegurança energética, pois a maior parte da energia consumida é comprada da Venezuela, que enfrenta uma grave crise econômica e humanitária. O contrato encerra em 2021, sem garantias de renovação, ainda com o risco de ser interrompido a qualquer momento. Uma pequena parte da energia elétrica local é fornecida por usinas termelétricas, altamente onerosas e poluentes.

Além dos parlamentares de Roraima, foram convidadas instituições como a Funai (Fundação Nacional do Índio), Agência Nacional de Mineração (ANM), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Ministério das Minas e Energia, Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

A comitiva roraimense será formada pelos seguintes deputados:

Jânio Xingu (PSB)

Soldado Sampaio (PCdoB)

Aurelina Medeiros (Podemos)

Ione Pedroso (Solidariedade)

Nilton do Sindipol (Patri)

Lenir Rodrigues (PPS)

Jeferson Alves (PTB)

Neto Loureiro (PMB)

Chico Mozart (PRP)

Betânia Medeiros (PV)

Coronel Chagas (PRTB)

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AGENDA

O Roraima Garden Shopping preparou uma programação especial para o celebrar o Dia Internacional da Mulher. De sexta (8) a domingo (10), das 18h às 22h na entrada principal do mall, as clientes poderão usufruir de serviços como maquiagem e tratamento para os pés, oferecidos por lojas parceiras, e uma feirinha de artesanato.

A empresa Avatin, especializada em produtos de cosméticos e beleza, deixará a disposição o ‘Spa dos Pés’, gratuito. O empreendimento colocou à disposição massoterapeuta e ofurô para tratar e relaxar o pé. “Tira as impurezas dos pés, faz a esfoliação e cuida da pele. Temos produtos específicos para cuidar bem de nossas mulheres”, frisou a gerente Ane Souza. Para quem pretende realçar a beleza, a Comepi e O Boticário ofertarão às interessadas serviços de maquiagem.

Como a época sugere presentes a pessoas especiais, os clientes Roraima Garden Shopping encontrarão artesanatos e plantas na feirinha montada especialmente para a ocasião. A Arte Flor, por exemplo, colocará arranjos para decoração e flores para presentes, inclusive com caixinha personalizada. Os preços variam de R$ 5 a R$ 25 reais.

Mas se a ideia for itens para decoração, a Denacor deixará à mostra itens em madeira, MDF e vidro, com preços de R$ 20 a R$ 180 reais. “Estamos com expectativa de atender a todos os frequentadores do Shopping”, frisou a artesã Dena Melo.

MÚSICA – No sábado (9), a banda Belle Canson, especializada em casamentos e eventos corporativos, executará músicas clássicas e modernas. Formada pelos músicos Matheus (violino), Carol (violoncelo), Ivan (viola), Pablo (teclado e voz), Silas (violão), Priscila (voz), André (cajon), o grupo promete agitar.

Entre as músicas do repertório estão Velha Infância (Os Tribalhistas), Que sorte a nossa (Matheus e Kauan), Favela (Alok), Halo (Beyoncé), Viva La Vida (Coldplay), entre outros.

São parceiras do Espaço Mulher do Roraima Garden Shopping: Avatin, Comepi, D’Princesas, O Boticário, Depyl Action, Beleza Cosméticos, Dena Decor, Arte Flor, Wazaká e Ateliê Zamberking.