NOTÍCIAS DE PACARAIMA – Venezuelanos caminham entre a fronteira do Brasil com a Venezuela em Paracaima, em Roraima Foto – Nelson Almeida/AFP – A OEA prevê mais de 5 milhões de emigrantes da Venezuela em 2019, um fluxo migratório equiparado aos provocados por guerras como a da Síria e do Afeganistão, segundo relatório divulgado na sexta-feira, 08/03…

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A OEA prevê mais de 5 milhões de emigrantes da Venezuela em 2019, um fluxo migratório equiparado aos provocados por guerras como a da Síria e do Afeganistão, segundo relatório divulgado na sexta-feira, 08/03.

O Grupo de Trabalho da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre migrantes e refugiados venezuelanos, criado em setembro por iniciativa do secretário-geral, Luis Almagro, apresentou um panorama sombrio em seu relatório preliminar.

 

“Sem nenhuma mudança significativa que possa reverter a crise econômica, política e social na Venezuela, o número total de imigrantes e refugiados poderá ficar em entre 5,39 e 5,75 milhões até o final de 2019”.

Se permanecer a atual tendência, o total de imigrantes e refugiados venezuelanos chegará a entre 7,5 e 8,2 milhões no final de 2020.

“Os venezuelanos são a segunda população com mais refugiados no mundo, superados apenas pelos sírios, que estão em guerra há sete anos”, disse Almagro.

Vinte anos após a chegada ao poder de Hugo Chávez, falecido em 2013, a Venezuela está mergulhada em uma crise econômica sem precedentes, e a presidência de Nicolás Maduro é questionada pelo líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino e reconhecido por mais de 50 países.

O Grupo de Trabalho, coordenado pelo político de oposição venezuelano David Smolansky, destacou a “magnitude e a velocidade” do fluxo migratório a partir da Venezuela têm semelhanças com outras crises de migração, provocadas por guerras.

A crise de refugiados na Síria, iniciada em 2011, gerou 6,3 milhões de deslocados em 2017. A guerra no Afeganistão, que começou em 1978, provocou em onze anos 6,3 milhões de refugiados.

“A velocidade no crescimento do número total de imigrantes e refugiados venezuelanos é tão elevada como na crise síria em seus primeiros anos”, destaca o relatório.

“Estamos vivendo as consequências de uma guerra sem ter guerra”, disse Carlos Vecchio, embaixador de Guaidó nos Estados Unidos, durante a apresentação do relatório.

Os imigrantes da Venezuela estão majoritariamente na Colômbia (1,2 milhão), Peru (700.000), Chile (265.800), Equador (250.000), Argentina (130.000) e Brasil (100.000).

Smolansky disse à AFP que esta situação tem “cinco determinantes”: crise humanitária, violência generalizada, controle social, violação dos direitos humanos e colapso econômico.

O relatório revela que 87% dos lares venezuelanos estão abaixo da linha da pobreza, contra 50% em 1996, e informa que a pobreza extrema supera 60%.

A taxa de homicídios é de 81,4 para cada 100.000 habitantes.

“É talvez a pior crise da história moderna do hemisfério ocidental”, avalia o Grupo de Trabalho da OEA.

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COMÉRCIO

O comércio em   Pacaraima que eram de boas vendas ao que tudo indica já se foi…

O resultado da transação com os hermanos venezuelanos era de certa forma, bom para a economia do município.

Com o fechamento da fronteira de Pacaraima, e com isso diminuiu o fluxo de pessoas e dai o consumo, porque ao bem da verdade, eram os venezuelanos em sua maioria, que movimentavam a balança comercial. Algumas lojas também começam a fechar as suas portas, pois a concorrência é demasiada, e faltam principalmente consumidores.

A informação é do presidente da Associação Empresarial de Pacaraima (Assep), João Kleber, que afirmou ser preocupante a quebradeira do comércio no município.

Ele ressalta que os prejuízos com os esses dias de fechamento da fronteira não afetam apenas o comércio de Pacaraima, mas de Roraima.

Outro ponto destacado pelo presidente da Assep foi quanto a mercadorias estocadas em armazéns e pequenos comércios. Segundo ele, muitas delas são perecíveis e outras estão com prazo de validade próximo de vencer.

Segundo a GloboNews, o comércio perde diariamente cerca de 5 milhões de reais com o fechamento da fronteira.

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NÚMEROS

O prefeito de Gran Sabana, Emílio González, tratou mais uma vez dos acontecimentos recentes na Venezuela durante coletiva de imprensa na sexta-feira, 8/3.  

Ele voltou atrás e “reduziu” de 25 para 7 o número de mortos em um conflito em Santa Elena de Uairén.

O número atualizado de mortes, segundo González, aconteceu após confirmação de dados junto ao Hospital de Santa Elena. Ele afirma que, inicialmente, sua equipe relatou a morte de 25 pessoas no conflito entre a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e comunidades indígenas.

Porém, com um levantamento mais “aprofundado”, o prefeito informou que foram constatadas somente as sete mortes. Entre elas, a dos três indígenas que ocorreram em Boa Vista. Com relação a indígenas feridos, González afirma que o número permanece o mesmo, com cerca de 80 atingidos.

O prefeito afirma que há dificuldades em confirmar as informações por causa do controle de militares do Hospital de Santa Elena, dos meios de comunicação da Venezuela e de outros órgãos que se recusam a passar informações sobre os atendimentos de saúde. Até então, somente quatro mortes na região foram confirmadas à Prefeitura de Gran Sabana.

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FALTA DE TUDO UM POUCO 

Fora a energia, a internet, agora com esse calor escaldante, também começou a faltar água, onde nunca falta em Pacaraima…

O problema vem acontecendo ao longo dos anos passados e até o momento nunca foi viabilizada uma solução

Até quando?

Não adianta colocar a culpa na imigração, pois o fato já é corriqueiro em Pacaraima, há anos.

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FAKE NEWS

Rolou nas redes sociais que o vereador Emanoel Coelho, que é presidente da Câmara Municipal de Pacaraima havia sido alvejado com tiros…

A informação não procede, segundo seus familiares.